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«É preciso criarmos objectivos»

13.06.2003


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Fernanda Pedro

Para Viriato Barreira director de RH da NextiraOne, oportunidades de emprego não caem do "céu", por isso as pessoas devem-se esforçar para que elas aconteçam. Pondo em prática essa teoria este profissional decidiu mudar de área e foi bem sucedido


POR VEZES, uma "pontinha" de sorte é importante para que uma carreira profissional seja bem sucedida. Mas além deste factor é necessário construir algumas oportunidades. Para Viriato Barreira, 33 anos, director de Recursos Humanos (RH) da NextiraOne Portugal (antiga Alcatel E-Business), essa tem sido a chave do seu sucesso.

Um pouco de sorte, aliada ao desejo de conquistar o seu lugar no mercado de trabalho, levou-o a tomar algumas decisões que mudaram por completo o rumo da sua vida. De técnico de electrónica, passou a técnico de informática e de analista chegou a director de RH, tudo isto na empresa que o acolheu e viu crescer como profissional.

Do curso técnicoprofissional em electrónica, tirado na Escola Fonseca e Benevides, até à licenciatura em Gestão de Recursos Humanos na Universidade Lusíada, Viriato Barreira apostou na formação e decidiu deixar de lado a electrónica para se tornar um técnico de gestão de pessoas.

"A certa altura da minha vida verifiquei que a área da electrónica não me satisfazia, foi quando decidi que queria algo mais que me desafiasse. A resposta chegou através da área de RH e foi aqui que consegui dar o grande salto da minha carreira", sublinha o responsável.

A escolha da electrónica ocorreu aos 15 anos e o curso técnicoprofissional foi o mais apetecido por Viriato Barreira, apesar da oposição do pai que queria uma licenciatura para o filho.

Três anos depois, o estágio na Alcatel, na divisão Comunicação de Empresa, aconteceu por um mero acaso quando o seu currículo foi enviado por um colega por engano e para o qual foi aceite. Seis meses depois passou para os quadros da empresa.

A sua função era de técnico de telecomunicações, ou seja, reparava telefones, faxes e computadores. Mais tarde, decidiu-se informatizar a empresa e Viriato Barreira, por ser um trabalhador interessado nesta área, acaba por acumular às suas habituais funções a de técnico de informática.

Entretanto, em 1997 dá-se a fusão da Alcatel Comunicação de Empresa com a Alcatel Portugal e nesta nova etapa Viriato sentiu que o seu trabalho não era reconhecido. Nesse momento aproveitou para investir na formação, "depois de analisar qual o curso que me atraia mais fora da área de electrónica, verifiquei que a licenciatura em Gestão de Recursos Humanos era a que mais me interessava".

No final do curso, Viriato pensou na melhor forma de dar a conhecer a sua nova área de formação. A solução passou pela organização das jornadas de Gestão de RH da universidade, o que chamou a atenção da empresa onde trabalhava.

A Alcatel acaba por convidá-lo para dirigir a gestão administrativa de pessoal e de segurança. Mas em Dezembro de 2002 a sua vida iria mudar. A NextiraOne, que tinha acabado de se formar em Portugal, faz-lhe o convite para desempenhar as funções de director de RH da empresa, "aceitei de imediato, porque foi aqui que comecei a minha carreira", recorda.

A sorte é importante mas não é tudo


De acordo com este profissional, a sorte pode ser um factor importante para a progressão de uma carreira mas antes de tudo é necessário criar objectivos concretos e lutar por eles, "porque as coisas também não caem nas nossas mãos se não nos esforçarmos para que elas aconteçam. Eu propus-me alcançar determinados objectivos e esforcei-me para que eles se concretizassem".

Devido a este espírito dinâmico e a uma grande dose de persistência, Viriato Barreira conseguiu corresponder aos desafios que lhes foram propostos. Por este motivo considera esta chamada para a NextiraOne um dos momentos mais altos da sua carreira. A área dos RH tem sido um desafio e é por isso que está neste momento a frequentar o Mestrado em Sociologia Económica das Organizações.

Aos jovens que estão a começar uma carreira, este especialista aconselha que "sejam bons profissionais, mesmo que não gostem do que estão a fazer. Se as empresas entrarem em crise ficam os melhores mas se quiserem sair também têm mais oportunidades. Não devemos nunca esquecer que actualmente nada é seguro e por esse motivo devemos ser responsáveis pela nossa empregabilidade".





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