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“É indispensável  inovar na procura ativa de emprego”

“É indispensável inovar na procura ativa de emprego”

Luísa Pestana tem um percurso que já se torna raro nos dias que correm. A recém-nomeada diretora de Recursos Humanos da Vodafone Portugal consolidou toda a sua carreira dentro da mesma empresa e diz que se sente bem onde está.
17.02.2012 | Por Cátia Mateus


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Integrou a equipa da Vodafone Portugal aos 23 anos, logo após sair da universidade, como analista de negócio. Ainda a empresa tinha a designação de Telecel. Quatro anos depois, com a entrada em Bolsa da Telecel, assumiu a função de adjunta do diretor na recém-criada Direção de Relações com Investidores. Pouco depois, acabou por assumir a direção do departamento até 1999, altura em que foi nomeada diretora de Comunicação, Apoio à Gestão e Responsabilidade Social da Vodafone Portugal. Atualmente lidera a gestão de RH da empresa e é Presidente da Comissão Executiva da Fundação Vodafone Portugal, entidade vocacionada para as políticas de apoio à edificação da Sociedade de Informação no país e para as grandes intervenções na área da responsabilidade social.

Um percurso trilhado dentro da mesma organização que Luísa Pestana reconhece que já ser raro. A Vodafone Portugal integra atualmente uma equipa de 1500 colaboradores. A responsabilidade de gerir os seus destinos é para a diretora de recursos humanos um imenso desafio que “passa por definir estratégias e colocar em prática políticas de acordo com a missão, valores e cultura da empresa”, explica Luísa Pestana adiantando que “o grande objetivo é adequar e melhorar as competências dos colaboradores de modo a responder aos desafios do mercado”.

Com uma média etária que ronda os 38 anos, os colaboradores da Vodafone Portugal são maioritariamente homens ligados às áreas da engenharia, finanças e marketing, mas há também perfis com outras valências. A diversidade é de resto a tónica dominante nesta empresa que tem neste momento em marcha o curso Discover Vodafone Graduates Programe. “Trata-se de um programa reconhecido como estratégico ao nível da gestão do capital humano da empresa, introduzindo novas competências e novas formas de pensar, com o objetivo de captar e reter jovens com elevado potencial para a Vodafone”, explica Luísa Pestana. Segundo a líder dos recursos humanos da empresa, o objetivo surgiu com a missão de levar os recém-graduados de elevado potencial a conhecerem o mercado das telecomunicações. “Durante um ano, os novos graduates, têm a possibilidade de conhecer funções diferentes e participar em projetos onde poderão deixar a sua marca”, enfatiza. E esta questão da diferenciação é para Luísa Pestana deveras importante no momento de recrutar.

A Vodafone irá, à semelhança do que acontece todos os anos, aumentar os seus quadros em 2012, mas sempre tendo como base a evolução do mercado, da economia e das necessidades diagnosticadas nas diferentes áreas da empresa. O recrutamento inicia-se, numa primeira fase, com testes online e de aptidão verbal e motivacional. Depois, seguem-se outras provas específicas e uma ou mais entrevistas pessoais. Neste processo conta, e muito, o sentido ético, crítico e de cidadania dos candidatos, bem como a sua capacidade de iniciativa, de análise, de comunicação oral e escrita e de fluência em inglês.

Para Luís Pestana o enquadramento na cultura da empresa não é menos importante neste processo. A maioria dos candidatos provem de instituições de ensino de referência, mas para a especialista, tão ou mais importante que o percurso académico, para triunfar no mercado na atual conjuntura “é indispensável que os candidatos se diferenciem pelo valor que poderão acrescentar á organização, visto que há inúmeros candidatos ao mesmo lugar”. E a este respeito Luísa Pestana alerta também: “é indispensável inovar na procura ativa de emprego e recorrer a ferramentas alternativas às tradicionais, como as redes sociais e os currícula em formatos diferenciadores”.
Procura constante de oportunidades de emprego, boas competências profissionais e uma boa apresentação curricular, são fatores-chave para encontrar emprego na conjuntura atual e a líder dos recursos humanos da Vodafone Portugal deixa ainda um conselho: “é indispensável acrescentar valor a tudo o que fazemos e para isso há princípios que não podem ser esquecidos, como a disciplina, o rigor e a competência”.

Luísa Pestana
41 anos
Diretora de Recursos Humanos da Vodafone Portugal
Formação:
É licenciada em Administração e Gestão de Empresas pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa.

Percurso:
Iniciou a carreira como analista de negócio na área técnica da Telecel, tinha então 23 anos. Cresceu na empresa e acompanhou a sua evolução até ao cargo que hoje ocupa. Foi ajdunta do diretor de Relações com Investidores, uma área criada na sequência da entrada em Bolsa da Telecel, e chegou a diretora da área. Foi ainda diretora de Comunicação, Apoio à Gestão e Responsabilidade Social da Vodafone, antes de assumir o cargo que agora ocupa na direção de RH e de Presidente da Comissão executiva da Fundação Vodafone Portugal.

Maior desafio da carreira:
As funções que tem alcançado são sempre o seu grande desafio em termos pessoais e profissionais, mas salienta no seu percurso o cargo na direção de Relações com Investidores, “pela sua especificidade e importância” como um momento importante da sua carreira.

Princípio de gestão:
“Considero indispensável acrescentar valor a tudo quanto fazemos e para tal há princípios que não podem ser esquecidos como a disciplina, o rigor e a competência”.

Família:
Casada e mãe de dois filhos.

Hóbis:
Dedica os seus tempos livres à família e à prática do seu desporto de eleição, o mergulho, mas também ao ski e a idas regulares ao ginásio.

Lema de vida:
“Projeto o melhor, espero o pior e aceito com o mesmo ânimo o que Deus quiser”.



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