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Portugueses levam inteligência artificial às estufas

Portugueses levam inteligência artificial às estufas

Chama-se CoolFarm e foi um dos projetos a merecer destaque na última edição do Prémio Jovem Empreendedor, o galardão anual de incentivo ao empreendedorismo e à inovação atribuído pela Associação Nacional de Jovens Empresários. O que faz esta empresa? Coloca a tecnologia ao serviço da agricultura e já é apontada como projeto relevante pelo The Washington Post.

24.01.2015 | Por Cátia Mateus


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Aliar a tecnologia às exigências de um sector tradicional era o desafio de João Igor, Gonçalo Cabrita, Liliana Marques e Eduardo Esteves. A sua missão foi bem sucedida. A equipa criou o CoolFarm, um sistema inteligente que permite monitorizar as plantas através do controlo das variáveis que têm impacto direto no seu crescimento, evitando assim problemas como pragas e outras doenças tão temidas pelo sector. O produto que criaram integra duas componentes: a CoolFarm Box e CoolFarm Cloud. A primeura corresponde ao hardware que possibilita a ligação com as estufas através de sensores a que se liga um software que recorre à inteligência artificial para se conectar à segunda – a CoolFarm Cloud – que armazenará todo o conhecimento das plantas. Complicado? Não. Dizem os mentores da ideia que a eficácia fala por si.

Criada 2014, depois de um ano de maturação do projeto, a CoorFarm não chamou apenas atenção da Associação Nacional de Jovens Empresários que selecionou o projeto para finalista da última edição do Prémio Jovem Empreendedor. A empresa entrou também na mira do The Washington Post. “A agricultura é uma área essencial para o nosso bem estar. Cada vez mais as pessoas querem saber o que estão a comer e a saúde está no centro das preocupações”, explica João Igor, co-fundador da empresa. A equipa não pretende apenas produzir alimentos saudáveis, mas sim “alimentos para todos, ajudando a combater a fome no mundo”, realça o empreendedor que garante que a meta do projeto é ser a forma mais eficaz de gerar vegetais de grande qualidade tendo em conta a poupança máxima de recursos. O objetivo parece estar a ser cumprido já que a CoolFarm está reconhecida como uma forte ajuda no combate à fome, integrando como referência um dos painéis do evento “Feeding the Future” organizado pelo The Washington Post.

Desde a sua criação, a equipa investiu no desenvolvimento do projeto vários milhares de euros e foi derrubando múltiplas barreiras. “Depois da ideia, apostámos numa equipa multidisciplinar e competente de modo a que nada nos faltasse mais à frente”, explica João Igor. Gonçalo Cabrita foi um dos principais impulsionadores deste projecto que nasceu a partir de da sua tentativa de plantar legumes em casa com recurso a alguns componentes eletrónicos, sobretudo ao nível da rega. Hoje, a CoolFarm emprega 8 pessoas. A ambição da equipa é que cresça mais e até já se perspetivam necessidades de recrutamento nas áreas da biologia, design (gráfico, multimédia e de produto), engenharia, marketing e gestão.

O primeiros clientes da empresa são detentores de estufas industriais e urbanas, em Portugal e na Europa, mas a equipa tem também já clientes na área das microalgas para criação de biofuel, medicamentos e cosméticos. O foco atual da equipa é conquistar mercado, crescer e atingir o retorno do investimento com a convicção de que “um negócio tem de resolver um problema do consumidor, marcar a diferença, ser escalável e internacional”, reforça o co-fundador.

BI Empresarial

Promotores:
?
João Igor, 30 anos?
Gonçalo Cabrita, 29 anos?
Liliana Marques, 30 anos?
Eduardo Esteves, 47 anos

 Área de atividade: 
A CoolFarm está vocacionada para a criação e gestão de produtos tecnológicos em benefício da agricultura. “O CoolFarm é um robot  flexível que pretende fazer crescer plantas da forma mais saudável, eficáz e eficiente possível, através da sua inteligência artificial, ligação à cloud e interface intuitiva, adaptável a todos os suportes web, mobile e tablet”, explica a equipa.

 Data de criação:
O projeto iniciou-se em 2013, mas a criação formal da empresa ocorreu apenas em julho de 2014.

 Empregos criados:
Oito.

 Investimento inicial:
A empresa possui um capital social simbólico de mil euros, no entanto o investimento dos fundadores já ascendeu a vários milhares de euros nos últimos meses. A recuperação do investimento está prevista para 2017, terceiro ano de atividade da empresa.??

Principais dificuldades:?
O acesso ao capital para acelerar a criação da empresa. A CoolFarm está neste momento a negociar a primeira ronda de investimento com investidores privados.??

Página online:?
www.cool-farm.com/??



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