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Até onde está disposto a ir para mudar de carreira?

As profissões para a vida acabaram. Mas promover uma reviravolta laboral exige estratégia, estar preparado para correr riscos, começar do zero e, em alguns casos, perder dinheiro

03.06.2019 | Por Cátia Mateus


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O desejo de mudar e procurar um destino melhor não é uma característica geracional. Mas as estatísticas levam os especialistas a reconhecer que o hábito de realizar mudanças drásticas na carreira ganhou maior expressão com a chegada da geração millennial (nascidos entre 1985 e o ano 2000) ao mercado de trabalho. Um estudo recente realizado pela rede social LinkedIn junto de cinco mil utilizadores revela que 61% dos profissionais millennial ponderam mudar várias vezes de profissão ao longo da vida. O número compara com uma percentagem de apenas 18% registada entre os baby boomers (profissionais com mais de 54 anos). Os especialistas alertam: a predisposição para mudar é positiva, mas as viragens drásticas na carreira comportam decisões críticas e um risco elevado.

Até onde está disposto a ir para mudar de carreira e quais as razões que o levam a mudar são para Sandrine Veríssimo, diretora regional da consultora de recrutamento Hays Portugal, as duas questões críticas que devem orientar qualquer processo de mudança. A especialista reforça que mudar de emprego dentro da mesma área é uma coisa e mudar toda a orientação de uma carreira é outra completamente diferente. O processo é não só mais arriscado e demorado como pode comportar um aparente retrocesso inicial na carreira. Por outras palavras, para dar um passo em frente poderá ter de dar antes vários passos para trás, até em termos salariais.

Retrocessos não são raros
A necessidade de adaptação do profissional à nova carreira intensifica-se à medida que aumenta a disparidade entre a carreira atual e a que o profissional ambiciona. Mas, para que não restem dúvidas, mudar de profissão e optar por um percurso totalmente distinto do que consolidou inicialmente e para o qual se formou implica sempre maior risco e instabilidade do que seguir um percurso de carreira mais linear. É também um processo mais demorado, muitas vezes com necessidade de voltar à universidade e realizar formação específica noutra área. O retorno deste investimento, reconhece Sandrine Veríssimo, “poderá demorar algum tempo a chegar”.

A especialista admite mesmo que, na fase inicial de mudança, os retrocessos salariais não são raros. Um profissional que decida mudar de área tem de “estar preparado para aceitar um pacote salarial diferente do que tem atualmente”. E é por isso que defende que, antes de iniciarem um processo de mudança de carreira, os profissionais realizem uma autoanálise profunda para compreender os seus objetivos, conhecer o mercado onde querem atuar, compreender as suas lacunas, necessidades de qualificação e os riscos inerentes à mudança.

Sandrine Veríssimo recusa que estas mudanças sejam mais comuns numa determinada faixa etária. Mas reconhece que “este tipo de transições de carreira é mais exequível para profissionais que não tenham grandes responsabilidades ou compromissos pessoais”, até pelo risco financeiro que comportam.



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