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Tecnologia portuguesa transforma gestos em ações de controlo

Tecnologia portuguesa transforma gestos em ações de controlo

A inovação não conhece idades. A equipa de mentores que concebeu e lançou no mercado o projeto Gesto comprova-o. São cinco, todos na casa dos 20 anos, inovadores, determinados e certos do caminho que têm de percorrer e das dificuldades a ultrapassar para expandir o seu projeto - capaz de transformar gestos em ações -, a novos mercados.?

02.01.2015 | Por Cátia Mateus


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Surgiu como negócio em fevereiro deste ano, fruto do trabalho desenvolvido por um grupo de jovens empreendedores de diversas áreas de formação. Andreia Dias, Dora Inácio, Eduardo Araújo, Ricardo Santos e Rui Santos investiram cerca de 30 mil euros na concretização da sua ideia. Juntos produziram um kit do it yourself que permite a construção de um controlador por gestos, criado a partir de uma tecnologia baseada na leitura de sinais musculares, mais concretamente, nos sinais elétricos emitidos pelos grupos musculares. O projeto captou a atenção da Associação Nacional de Jovens Empresários que o considerou um dos conceitos de negócio mais inovadores do ano integrando-o entre os finalistas da edição deste ano do Prémio Jovem Empreendedor. A equipa está numa fase inicial focada no mercado B2B (com destaque para os developers) mas quer captar a atenção de potenciais parceiros e investidores que ajudem o projeto a ganhar escala.

?Na prática, o controlador da Gesto permite aos utilizadores realizar tarefas simples como controlar os slides de uma apresentação, mas também outras mais complexas como o controlo do movimento de próteses, através da simples intenção do utilizador de efetuar esse movimento. Foi, de resto, a falha detetada pela equipa no segmento da reabilitação, nomeadamente no controlo não-invasivo de próteses, que inspirou o desenvolvimento do projeto. “Hoje em dia, a única forma de controlo de próteses (para braços e pernas) não tem um processo automático, ou então é feito a partir de implantes colocados no interior da cabeça”, explica Ricardo Santos. Uma tecnologia que por ser cara, não está disponível para a enorme quantidade de pessoas que sofrem deste problema.?O objetivo da equipa foi “criar o primeiro sistema de controlo de próteses em qualquer zona do corpo, utilizando uma tecnologia não invasiva de baixo-custo”, explicam.

No decorrer do processo depararam-se com o enorme potencial de expansão para outro tipo de aplicações de controlo por gestos, como os controladores de jogos sem necessidade de câmaras ou controlo de sistemas móveis no dia-a-dia (smartphones e outros). Utilizar a tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas é o foco desta equipa que está neste momento na fase de prototipagem industrial do seu projeto. A tecnologia que desenvolveram permite aos consumidores a sua utilização para construir as suas próprias aplicações, garantindo a diversificação das potenciais finalidades do produto.

BI Empresarial

Promotores:
Andreia Dias, 22 anos, engenharia biomédica e biofísica
Dora Inácio, 22 anos, Engenharia Biomédica e Biofísica
Eduardo Araújo, 21 anos, Design Industrial
Ricardo Santos, 22 anos, Engenharia Eletrotécnica e de Computadores
Rui Santos, 26 anos, Engenharia Biomédica e Biofísica

Área de atividade:
“A Gesto tem como principal atividade a eletrónica vestível de aquisição biométrica”. Por outras palavras, a dedica-se à produção e comercialização de um kit do-it-yourself que permite a construção de um controlador por gestos, oferecendo ao utilizador todo o hardware e software necessários.

Data da criação:
Fevereiro de 2014.

Investimento inicial:
Cerca de 30 mil euros que deverão ser recuperados em junho de 2015.

Empregos criados:
Nesta fase, apenas os dos cinco fundadores da empresa. A previsão é de que novas contratações surjam à medida da evolução do projeto, sobretudo nas áreas de eletrónica e informática.

Público-alvo:?
“Makers e developers”, entusiastas de tecnologia, todos aqueles que têm gosto em construir os seus próprios gadgets e investigadores na área de reabilitação.



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