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Salários variáveis cativam portugueses

Salários variáveis cativam portugueses

Os trabalhadores portugueses estão a aderir à remuneração variável em função do desempenho e são cada vez mais os que assumem que esta forma de cálculo salarial é um estímulo à produtividade. As conclusões são do último estudo global da empresa de recrutamento Kelly Services.

09.08.2013 | Por Cátia Mateus


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Está a aumentar a adesão dos trabalhadores portugueses a uma política salarial sustentada no desempenho. Segundo o último estudo Kelly Global Workforce Index, organizado globalmente pela empresa de recrutamento Kelly Services no país onde está representada, a remuneração em função do desempenho está a ganhar adeptos entre os portugueses que acreditam mesmo que este modelo de cálculo salarial é um de acelerador da produtividade.

Cerca de 36% dos portugueses inquiridos no estudo da Kelly Services têm a sua remuneração ligada a alguma forma de objetivos de desempenho ou de produtividade e entre os que não têm, adianta Afonso Carvalho, diretor geral da Kelly Services Portugal, 55% admitem que seriam mais produtivos se o seu vencimento estivesse ligado aos resultados de desempenho. Uma primeira análise às conclusões do estudo permite observar um apoio alargado a uma política salarial sustentada no desempenho dos trabalhadores, com mais de um terço dos portugueses a referirem que se encontram enquadrados num sistema de remuneração variável.

Para Afonso Carvalho, os dados espelham uma tendência que reflete o reconhecimento de que as organizações e as pessoas obtêm um melhor desempenho quando os seus interesses estão alinhados, nomeadamente através da remuneração baseada em incentivos. “Há muitos trabalhadores que confiam claramente na sua capacidade para desempenhar bem a sua função e como tal desejam ter a oportunidade de serem compensados de acordo com o seu desempenho”, enfatiza o diretor geral da Kelly Portugal. Mas a tendência não é exclusiva ao mercado de trabalho nacional. O documento aponta para o crescimento da remuneração em função do desempenho em todo o mundo, com particular enfoque nas economias de rápido crescimento na Região APAC (Ásia Pacífico), por oposição a países desenvolvidos como a Dinamarca e a Suécia que regista as menores percentagens. “Quase metade dos trabalhadores em todo o mundo concordam que teriam uma melhor produtividade se a sua remuneração estivesse ligada ao seu desempenho e produtividade, contudo, menos de metade são remunerados desta forma”, explica o responsável.

A remuneração baseada no desempenho inclui acordos em que uma componente variável da remuneração total está ligada ao cumprimento de objetivos, incluindo a participação nos lucros, bónus de desempenho e comissões sobre as vendas. Para Afonso Carvalho, este foco renovado em formas de melhorar a produtividade nas empresas, trouxe uma nova ênfase ao papel da remuneração como instrumento de melhoria do desempenho do negócio. No caso específico dos trabalhadores portugueses, apenas 26% dos inquiridos concorda que a sua atual remuneração é adequada e entre os quadros superiores e técnicos, as taxas mais elevadas de remuneração com base no desempenho situam-se nas Vendas (71%), no Marketing (47%) e nas Tecnologias de Informação (36%).

Segundo Afonso Carvalho, “os modelos de incentivos para premiar o desempenho podem traduzir-se numa situação em que todos ganham”. Esclarece o diretor geral da Kelly Services que “os trabalhadores podem beneficiar da oportunidade para trabalhar melhor e aumentar a sua capacidade para regrar rendimento, ao mesmo tempo que as entidades empregadoras beneficiam de um aumento de produtividade e de recursos humanos mais empenhados”. O estudo da Kelly Services reuniu respostas de mais de 120 mil inquiridos oriundos de 31 países, incluindo 7000 em Portugal.

Radiografia das remunerações
Anualmente, a Kelly Services realiza o Global Workforce Index (KGWI), um estudo que revela opiniões sobre as questões relacionadas com o mercado de trabalho. Nesta edição a análise remuneratória assumiu um papel de destaque com conclusões que evidenciam uma prática crescente de aplicação de pacotes salariais indexados ao desempenho dos colaboradores, país-a-país:

China 75%
Tailândia 75%
Indonésia 75%
Malásia 72%
Rússia 70%
Índia 67%
Singapura 63%
Hong Kong 62%
Polónia 55%
África do Sul 50%
Brasil 48%
Holanda 48%
México 47%
Porto Rico 47%
Bélgica 45%
Alemanha 43%
Suíça 40%
Canadá 40%
Hungria 38%
Portugal 36%
Nova Zelândia 36%
Luxemburgo 36%
França 36%
Itália 35%
Noruega 32%
EUA 32%
• Reino Unido 30%
• Austrália 29%
Irlanda 26%
Suécia 24%

 



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