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Repsol promove inclusão

A Repsol tem em marcha um programa de estágios direccionado a portadores de deficiência
13.11.2008


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Cátia Mateus
A Repsol está decidida a ajudar os jovens cidadãos portadores de deficiência a ingressar no mercado de trabalho. A empresa estima que durante o próximo ano os trabalhadores com limitações representem cerca de 2% do universo global da empresa e para atingir esta fasquia estabeleceu um protocolo com a Liga Portuguesa dos Deficientes Motores (LPDM). O protocolo prevê, nesta primeira fase, que a Repsol acolha, durante três meses, cinco estagiários portadores de deficiência na Gespost, a empresa que gere as estações de serviço.

O objectivo da empresa não se fica pelo estágio. A meta da empresa, assegura o seu director de recursos humanos, Pedro Heras, “é oferecer a estes estagiários um contrato de trabalho”. O director de RH da Repsol acrescenta ainda que “apesar de acharmos que a iniciação ao mercado de trabalho constitui uma boa ajuda, o nosso objectivo é a criação de emprego sustentável”. Pedro Heras enfatiza a ideia de que “se bem recrutados e formados, estes trabalhadores são pessoas dedicadas, com grande capacidade de prestação de serviço aos clientes e com baixa rotação, pelo que são um activo muito importante para nós”.

Constatações que levaram a empresa a procurar a ajuda da LPDM no processo de recrutamento e selecção destes candidatos. “Em Espanha existe uma experiência bem sucedida com portadores de deficiência a trabalhar em estações de serviço da companhia. Ali são cerca de 300 colaboradores nestas condições e há estações de serviço completamente operadas por portadores de deficiência, com muito sucesso”, explica Pedro Heras. A vontade da empresa é alcançar em Portugal igual média .

Para já esta campanha de recrutamento arranca em Lisboa, onde Pedro Heras prevê algumas dificuldades, nomeadamente “no transporte público destas pessoas”. Seleccionados estão já cinco estagiários que entram agora em formação na área de atendimento aos clientes de várias estações de serviço da capital. Durante o estágio, os candidatos terão uma bolsa num valor superior a 400 euros mensais, passando depois a contrato de trabalho remunerado em conformidade com o posto de trabalho.

Pedro Heras está já de olho no mercado do Grande Porto. A Repsol quer encontrar lá uma associação que possa apoiar a empresa no recrutamento de portadores de deficiência para as estações de serviço da região Norte. O director de RH acredita que com este projecto a empresa vai conseguir dar um importante passo abrindo perspectivas de emprego e de futuro a estes jovens. Mas a Repsol não quer ficar por aqui e diz estar aberta à partilha de experiências com outras empresas que tenham os mesmos objectivos e semelhante posicionamento na meta de criar uma sociedade mais solidária, usando as boas práticas da sustentabilidade.





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