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Portugal a Recrutar: Imobiliário à procura de talento

Portugal a Recrutar: Imobiliário à procura de talento

Foi dos sectores que mais sentiu o peso da crise, mas também dos que melhor soube aproveitar o contexto para atrair talento e elevar a fasquia da qualificação dos seus profissionais. Na semana que antecede a segunda feira de emprego da iniciativa Portugal a Recrutar, que arranca segunda-feira, 5 de outubro, desta vez focada na contratação para o sector imobiliário, o Expresso ouviu os especialistas para saber quem são os profissionais do sector, como se contratam e o que os retém.

02.10.2015 | Por Cátia Mateus


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Em 2014, o grupo Remax Vantagem viu crescer os seus resultados em 69% e contas feitas aos primeiros oito meses deste ano, o crescimento já vai nos 83%. João Apolinário, diretor de Recursos Humanos do grupo não têm dúvidas que os resultados alcançados estão consolidados no facto da empresa estar focada no recrutamento e, permenentemente, orientada para a “procura ativa de novos talentos imobiliários”. Em 2013, o líder criou mesmo uma equipa de “Caçadores de Talentos Imobiliários”. Se isto foi determinante para fintar a adversidade? João Apolinário diz que sim e relembra que “esta é uma atividade alicerçada no Ser Humano, uma profissão de pessoas para pessoas” e é nelas que reside o caminho para alavançar de forma sustentável o sector.?

É inquestionável que o sector imobiliário, sobretudo nas áreas ligadas à construção - onde a estagnação do mercado empurrou um elevado número de profissionais mais técnicos para a emigração -, foi dos que mais sofreu com o cenário recente de austeridade nacional. Mas alguns segmentos do sector sector, como a área de consultoria imobiliária, parecem ter conseguido “virar a mesa” no braço de ferro com a crise e atrair talento, mais qualificado e com múltiplas valências em áreas transversais à componente comercial do sector. A estratégia de captação de talento da Remax é um exemplo do que também tem sido uma aposta constante noutras empresas. ?

Na ERA, o recrutamento cresceu nos últimos anos a uma média de 20 a 25%. A empresa soma atualmente dois mil colaboradores, recruta em média 400 a 500 profissionais por ano e nas contas de Rui Torgal, diretor de Operações, a tendência deverá manter-se em 2016. O que não se mantém igual a alguns anos atrás é o perfil dos profissionais do sector. Rui Torgal reconhece que “a imagem que ficou do passado” das carreiras nesta área, “associada ao facto do mercado da mediação imobiliária ser porco profissionalizado” já não corresponde à realidade, mas ainda deixa marcas afastando alguns profissionais do sector. Ainda assim, a forte aposta nos planos de carreira, sistemas de incentivos e na seleção cuidada e rigorosa dos candidatos, tem permitido atrair para o ramo imobiliário “mais pessoas com formação média e superior que se dedicam à atividade a full-time”. 

Uma carreira de primeira opção
A carreira de consultor imobiliário tem progressivamente deixado de ser vista como uma atividade complementar para passar a ser considerada um alternativa de carreira interessante para um número crescente de profissionais das áreas da engenharia, arquitetura, direito, urbanismo ou outras (complementares) ao sector que, a braços com a redução de oportunidades na sua área de formação apostam numa reconversão profissional por esta via. Sandra Soares, CEO da KPSA, uma empresa de recrutamento focada na contratação e gestão de carreiras comerciais, confirma a tendência. “Hoje em dia, o consultor comercial já não é um vendedor, mas sim alguém que pretende estabelecer relações duradouras e credíveis com os clientes”. ?

Mais formação, especialização e qualificação marcam uma mudança de perfil nos profissionais de uma área à qual nem todos se adaptam, em parte pelo facto de “a maioria das mediadoras oferecerem uma retribuíção variável bastante elevada”. O pack salarial pode ser bastante apelativo, mas a sua variação torna a carreira pouco aconselhável a quem não saiba gerir-se com a volatilidade salarial. ?Ricardo Sousa, administrador da Century21, confirma que ainda existe muito preconceito associado não só ao sector imobiliário, mas às carreiras comerciais e de vendas no geral. Apesar disso, “hoje a mediação imobiliária é uma opção de carreira para muitos jovens licenciados e para pessoas com carreiras em distintas áreas que descobriram o sector como consequência da subida do desemprego”.

A equipa de Helena Pedra, diretora de desenvolvimento da OptimHome é disso um exemplo. Com a líder trabalham hoje “engenheiros civis, arquitetos, técnicos de contas, avaliadores, bancários, juristas, professores“ ou como gosta de salientar: “uma equipa melhor formada, qualificada e preparada para os desafios do mercado atual”.


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