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Imagem feita por medida

30.04.2004


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Fernanda Pedro

QUEM não reconhece a famosa língua dos Rolling Stones que se transformou no símbolo da banda em todo o mundo. Em muitos casos, é a partir do "design" da capa de lançamento de um disco que um músico ou grupo ganha identidade. Uma imagem que nasce da criação de um artista de "design". Em Portugal, muitos desses símbolos surgem da criatividade de Ana Araújo e Rui Ferreira, um jovem casal de 35 anos que fundou a Mediacaos e que criou a maioria das capas de CD editados no nosso país.


Na verdade, qualquer grupo, banda, cantor ou músico nacional já lançou um CD onde a criatividade deste casal esteve presente. A aposta numa empresa dedicada à área de "design" e multimédia foi decisiva há cerca de oito anos quando se iniciou em Portugal a produção de CD e dos trabalhos gráficos através das novas tecnologias.

Mesmo sem a ideia pré-definida que seria este o mercado que levaria ao crescimento da empresa, Ana Araújo, com uma licenciatura em Ciências da Comunicação e Rui Ferreira, formado em Design da Comunicação, depressa se impuseram no mundo do "design" com a Mediacaos.

O factor determinante para o sucesso foi o facto da Vidisco ter escolhido Ana e Rui como principais "designers" para a capa dos CD que produziam - apesar de a Mediacaos ter hoje outros clientes, como a EMI, a Universal ou a Sony.

Ana Araújo e Rui Ferreira recordam que os primeiros passos no mundo dos negócios passaram pela transformação do quarto do casal num escritório e, a partir daí, as encomendas nunca mais pararam. "Desenhámos milhares de capas para CD no mercado português e africano. Trabalhámos de forma alucinante, mas eram as regras do mercado", recordam.

Hoje têm 12 pessoas a trabalhar consigo e a área de negócio estendeu-se a outros produtos além das capas de CD. Foi a Mediacaos que criou a imagem do Cascais Shopping, do centros comerciais Vasco da Gama e Via Catarina, do Guimarães Shopping, Madeira Shopping e da Estação Viana.

Ana Araújo e Rui Ferreira sentem-se satisfeitos com o crescimento da empresa e não duvidam de que a aposta num negócio próprio foi a decisão certa. Começaram por investir cerca de 5500 euros, só para equipamentos. "Acreditámos nas novas tecnologias e investimos num computador sofisticado para a altura. Por isso pensamos que agarrámos o negócio na altura certa", explica Rui Ferreira.

Apesar do sucesso inicial, foi necessário um investimento constante na empresa. Desde a aquisição de um espaço físico aos equipamentos, a Mediacaos só conseguiu respirar mais tranquilamente passados três anos sobre o seu nascimento.

Mas se Ana e Rui passaram momentos de grande satisfação pelo reconhecimento e crescimento do negócio, também tiveram alguns momentos de angústia, sobretudo porque dependiam muitas vezes de terceiros. "As empresas que imprimiam os nossos trabalhos não cumpriam os prazos e era desesperante para nós", refere Ana.

Foi por isso que Rui Ferreira partiu para outro negócio e, sem abandonar a Mediacaos, fundou, há um ano e meio, a Bigprint, uma empresa de impressão digital. Empreendedor nato, Rui continuou a explorar novos mercados e cria ainda a Exposystem, uma empresa de eventos e soluções promocionais. Com esta empresa, Rui tem já em mãos a construção de painéis e estruturas de publicidade para o Rock in Rio em Lisboa.





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