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Desemprego difícil de superar

Desemprego difícil de superar

Os números do desemprego permaneceram nos 10,6% no segundo trimestre de 2010, mas esta aparente estabilidade não se traduz em otimismo para quem procura trabalho.
19.08.2010 | Por Cátia Mateus


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A taxa de desemprego em Portugal fixou-se nos 10,6% durante o segundo trimestre do ano, igualando o valor apurado no trimestre anterior. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE) que os divulgou esta semana, comprovando assim uma interrupção no ciclo de subidas da taxa de desemprego que o país vinha registando desde o segundo trimestre de 2009. Mas para lá desta estatística de relativo otimismo permanece uma realidade difícil de modificar.

Apesar da taxa de desemprego nacional não ter subido no último trimestre, a realidade é que o país contínua a não conseguir criar oportunidades de emprego para os seus mais de 590 mil desempregados. Só no seguindo trimestre do ano, Portugal perdeu cerca de 85 mil empregos quando comparado com igual período de 2009. Uma redução que fez vítimas, sobretudo, entre os profissionais menos qualificados ainda que os jovens até aos 25 anos continuem a ser um dos grupos mais afetados pelo desemprego. Segundo os dados do INE, a taxa de desemprego entre os 15 e os 25 anos atingiu, no segundo trimestre de 2010, os 20,3% sendo que o mesmo grupo etário registava em igual período de 2009 apenas 18,7% de desemprego.

A grande maioria do emprego criado durante o período em análise fez-se com recurso a contratos a termo que subiram cerca de 9,5% face a igual período de 2009. Os recibos verdes e outras modalidades contratuais viram a criação de emprego reduzir-se. A grande maioria do emprego criado no segundo trimestre do ano foi, segundo o estudo agora divulgado, emprego qualificado. À luz dos dados do INE, no último ano criaram-se cerca de 88 mil empregos para este segmento (58 mil para trabalhadores com o ensino secundário concluído e 30 mil para licenciados ou com formação superior). No último ano também o país perdeu cerca de 173 mil empregos de baixa qualificação.

Os dados do INE dão ainda conta que a maioria dos desempregados registados no segundo trimestre de 2010 procura emprego há mais de 12 meses. Na sua maioria (55,3%), estes desempregados de longa duração têm mais de 44 anos e um perfil de competências aquém das exigências de quem recruta, por défice de qualificações. Uma realidade que contribui para o país tenha a maior taxa de desemprego de longa duração alguma vez registada. 5,8%.



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