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"Foco a minha atenção nas soft skills dos candidatos"

Em Agosto, Maria do Rosário Vilhena trocou um cargo na Nestlé Suíça, que ocupava há quatro anos, para regressar a Portugal e liderar os Recursos Humanos da marca em solo nacional. Diz que quando chegou encontrou não só uma empresa diferente, mas também um país diferente. A sua missão é agora desenvolver uma estratégia de recursos humanos capaz de suportar os desafios atuais da Nestlé no mercado.

04.11.2016 | Por Cátia Mateus


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Mesmo em cenários de crise, como os vividos recentemente em Portugal, a Nestlé sempre manteve um nível constante de contratações. Em 2013, a empresa lançou a nível europeu a Iniciativa Europeia Nestlé Emprego Jovem, assumindo o compromisso de criar 20 mil oportunidades de estágio, formação e contratação até 2016. Em Portugal criou, em 2014, a Aliança para a Juventude com a cooperação de 29 parceiros nacionais e internacionais. 42,8% dos profissionais da empresa têm entre os 18 e os 35 anos. As mulheres representam 42% dos profissionais e 36% exercem funções de liderança. Qual a estratégia de Maria do Rosário Vilhena? Continuar a identificar talentos estratégicos para o crescimento da empresa.

Na Nestlé Portugal trabalham atualmente 1761 profissionais. E as necessidades de reforço da equipa são constantes. “A empresa tem atualmente a decorrer processos de recrutamento para várias áreas ou unidades”, explica a diretora de recursos humanos que avança necessidades organizacionais ao nível de engenheiros de automação, costing spescialists, corporate analysts entre várias oportunidades de estágio. Segundo Maria do Rosário Vilhena, “os processos de recrutamento podem ser internos ou externos. Para a Nestlé Portugal a seleção interna é uma ferramenta essencial não só para garantir a transparência nas atribuições de novas posições como também para incentivar o desenvolvimento e a mobilidade interna dos colaboradores, sendo crucial para a identificação e retenção de talento”.

Ainda sem fechar o número de contratações previstas para 2017, cujo processo de identificação de necessidades está agora a ser finalizado, Maria do Rosário Vilhena confirma que a empresa deverá manter uma estratégia de recrutamento essencialmente centrada em áreas como a Gestão, Economia, Marketing e Engenharias. Carimbar um lugar nesta equipa passa, naturalmente, por deter sólidas competências técnicas na sua área de especialidade, mas para a diretora de que as soft skills são vitais. “Foco muito a minha atenção nas soft skills dos candidatos, nomeadamente na cooperação proativa e na curiosidade”, explica acrescentando que “é essencial que exista uma capacidade e vontade de trabalhar em equipa, bem como iniciativa em ir além do esperado e capacidade de adaptação a novas situações e realidades”.

Maria do Rosário Vilhena
42 anos
Diretora de Recursos Humanos da Nestlé

Formação: É licenciada e mestre em Direito pela Universidade de Coimbra, universidade onde também se pós-graduou em Estudos Europeus. Possui ainda uma pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade do Porto.

Primeiro emprego: Aos 14 anos, numa loja de brinquedos.

Percurso de carreira: Iniciou a carreira como advogada, logo após a conclusão da licenciatura. Exerceu advocacia por dois anos antes de se tornar legar advisor do Instituto do Vinho do Porto e mais tarde assessora da direção de RH. Chegou à Nestlé em 2003 e nos últimos anos tem somado cargos de liderança na empresa, em Portugal e no estrangeiro. Foi gestora operacional de RH na fábrica de Avanca, business partner da Nestlé Waters Direct, integrou a equipa Nestlé em Angola, como responsável pela relação dos recursos humanos com os negócios e esteve quatro anos na Nestlé Suíça.

Princípio de gestão: Respeito.

Características que mais valoriza: “Foco a minha atenção nas soft skills dos candidatos, nomeadamente a cooperação proativa e a curiosidade”, explica.

Hóbis: Leitura, viagens e tempo de qualidade com a família e amigos



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