Opinião

“Storyteller”

Será que podemos aprender a gerir, a liderar, a inspirar e a criar boas equipas observando o que de melhor se faz no mundo da música?



17.05.2022



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Será que podemos aprender a gerir, a liderar, a inspirar e a criar boas equipas observando o que de melhor se faz no mundo da música? Dave Grohl, considerado “the nicest guy in rock”, foi fundador da banda Foo Fighters e começou por ficar conhecido do grande público na altura em que era o baterista dos Nirvana. Em “Storyteller”, a sua primeira viagem pela escrita, Dave Grohl conta a sua vida em 304 páginas, desde que se apaixonou pela música e por tudo o que de bom e de mau este amor lhe proporcionou.

É um livro apaixonante, repleto de episódios fantásticos, com muito humor e que relata a vida de um miúdo que sonhava ser músico, que canalizou toda a sua energia para alcançar um sonho e que nunca desistiu desse sonho. “Storyteller” é ainda uma leitura muito interessante para quem gere pessoas. Sorte, coincidência ou fruto da sua ambição, perseverança do sonho que tinha, a verdade é que hoje esse miúdo tem uma das bandas mais famosas do mundo e já tocou para mais de 85 mil pessoas. Dave Grohl criou uma banda do zero, aprendeu com as suas bandas (experiências) anteriores e conseguiu criar um grupo coeso, equilibrado e que continua a lançar álbuns, para delícia dos seus seguidores.

Quando o livro é publicado, Dave Grohl estava longe de imaginar que iria perder, pela terceira vez, mais um dos seus melhores amigos, Taylor Hawkins, o baterista da banda, com o qual tinha uma ligação tão forte que basta assistir a um concerto para ver a química entre os dois. Num momento em que tanto se fala de retenção de talento e mesmo sabendo que este caso é um exemplo extremo, é impossível não extrapolar e fazer comparações entre o mundo corporativo e esta banda.

Como irá Dave Grohl, o líder, ultrapassar esta perda, esta angústia? Como é que se consegue substituir alguém na equipa que, mais do que um membro crítico, era como um irmão para ele? Será que Dave Grohl, o líder, terá capacidade para reerguer a banda, será que haverá espaço para uma nova narrativa, para um novo objetivo, ou será que a morte de Taylor Hawkins ditará o fim dos Foo Fighters?

Administrador do Grupo EGOR