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Uma nova oportunidade laboral chamada ‘vendas online’

Uma nova oportunidade laboral chamada ‘vendas online’

A conjuntura económica nacional vive dias difíceis, mas ainda há sectores que evidenciam dinamismo nos negócios e no recrutamento. A internet e as vendas online estão a emergir da crise e já se apresentam como uma aposta viável para quem procura emprego nas áreas do marketing digital.
03.02.2012 | Por Cátia Mateus


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O estudo Observador Celetem 2011 não deixa margem para dúvidas: 90% dos jovens portugueses já recorrem à montra da internet antes de comprar um produto. E mesmo sabendo que a população portuguesa tem uma das menores taxas de penetração da internet da União Europeia (apenas 48% quando a média são 68), os novos negócios como as vendas online estão a ganhar dinâmica em território nacional. O sector está em expansão e basta passar os olhos pelas áreas de classificados para perceber que as profissões ligadas ao marketing digital e vendas online têm em Portugual, e apesar da conjuntura, boas hipóteses de emprego. Com os canais tradicionais de vendas já muito saturados e a ressentirem-se da crise, as empresas não têm outra alternativa senão investirem em novas formas de escoar os seus produtos e a internet tem-se revelado o meio privilegiado. Tem crescido, como demonstram os dados do Expresso Emprego, a procura de especialistas em marketing e vendas (que manteve a liderança das ofertas publicadas durante quase todo o ano 2011) e as empresas querem profissionais que possam otimizar e tornar mais rentáveis as suas estratégias comerciais em multiplataformas, sobretudo nas redes sociais como o Facebook ou o Twitter, que já se tornaram vitais para aliciar o público. Web designers, especialistas de vendas online e de marketing online figuram já entre as profissões mais procuradas por quem investe nestas ciberplataformas de vendas. É o caso do ClubeFashion.com. A empresa iniciou atividade em 2006 como uma stat up de jovens empresários e onde trabalhavam apenas duas pessoas a full time. Hoje, o site emprega cerca de 50 colaboradores, soma mais de dois milhões de membros inscritos, tem um volume de vendas de dez mil milhões de euros e é uma das referências de e-commerce a operar no mercado nacional. Para Miguel Diniz, CEO do Clube Fashion, “as vendas online são cada vez mais uma realidade a nível nacional e há cada vez mais pessoas a procurar na internet produtos e serviços, não só pela poupança que permitem mas também pela questão da comodidade”. No que respeita ao negócio principal da marca que lidera, a venda de moda, a internet é cada vez mais um canal independente e alternativo ao retalho tradicional o que permite traçar boas perspetivas de evolução deste segmento para o futuro. “Existe um potencial muito grande por explorar no sector das vendas online e embora o internauta português não tenha ainda a maturidade e pragmatismo da maioria dos países europeus, é de prever que nos próximos anos haja uma maior aproximação ao resto da Europa o que significa que o mercado vai crescer para níveis muito suoeriores que os atuais”, explica Miguel Diniz. O CEO do Clube Fashion prevê alcançar este ano os 2,5 milhões de utilizadores e aumentar as vendas em 50%. A crise, diz, até pode ser um incentivo uma vez que “no Clube Fashion os produtos e serviçis chegam a atingir 90% de desconto face ao preço normal do retalho”. Outra coisa que deverá crescer na empresa é o número de colaboradores. O CEO prevê criar este ano 12 novos postos de trabalho nas áreas do marketing, design, costumer care, logística, tecnologias de informação e comercial. Na DZCount, a marca portuguesa de angariação de ofertas e vouchers temáticos, o negócio também corre bem. A empresa que foi pioneira em Portugal no crescimento em regime de franchising, incentivando os empreendedores digitais que procuram investir num negócio próprio, soma em cinco meses de atividade 30 empreendedores envolvidos no projeto e as perspetivas de crescimento são inúmeras. Mário Ferreira, administrador da empresa, confirma que “os negócios digitais estão a proliferar e a DZCount tem a particularidade de atuar no apetecível ramo do discount e de contar com uma vasta rede de empreendedores digitais que dinamizam e angariam diariamente as ofertas low cost”. Numa conjuntura de recessão económica, todas as categorias de produtos e serviços são alvo de negociação e angariação porque são do interesse dos consumidores que enfrentam, neste momento, uma redução drástica do seu poder de compra. “Os players nacionais e internacionais estão a apostar na multiplicidade e abrangência de ofertas e serviços, fazendo descontos em todas as áreas de atividade de negócio”, explica António de Castro, responsável pelo marketing da DZCount que pertence ao Grupo OneBIZ. Para o porta-voz da empresa, será grande a tendência de crescimento, que já está em marcha, deste modelo de negócio e a globalização de ofertas, descontos e vouchers a todos os setores de venda. A empresa assegura trabalho a aproximadamente 40 colaboradores e António de Castro enfatiza que os processos de recrutamento são contínuos “sobretudo na área do empreendedorismo digital, onde os interessados em pertencer ao modelo de franchising DZCount se podem candidatar a serem promotores e angariadores de negócio para a rede”. O responsável de marketing refere ainda que o modelo da empresa viabiliza a promoção de emprego em zonas carenciadas e com baixo volume de rentabilidade comercial e acredita que em 2012 a rede poderá crescer para o dobro. A meta é até ao final do ano cobrir o território nacional através das capitais de distrito. De acordo com uma pesquisa recente da KPMG sobre consumidores, nas regiões da Europa, Ásia-Pacífico e Américas, as compras online estão a superar consideravelmente as das lojas físicas de retalho, relativamente a determinados produtos e serviços. Cerca de 66% dos entrevistados no estudo estão dispostos a utilizar os seus telemóveis e smartphones para mobile payments e em relação à compra de CD’s, DVD’s, livros e videojogos, 76% dos consumidores americanos já são mais adeptos das lojas virtuais do que das físicas. Na Europa a percentagem fica-se ainda pelos 55%. E quando o assunto são viagens a fasquia sobe. Cerca de 61% dos Europeus já compram regularmente férias e viagens online. Os hábitos de consumo mudaram e graças a eles há uma nova vaga de oportunidades em torno dos mercados emergentes da internet.


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