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Uma empresa, uma imagem, uma marca

10.12.2004


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Cátia Mateus

NUMA economia à escala global a identidade de uma empresa é cada vez mais um factor determinante. Rita Oliveira, Graça Hipólito e Ricardo Pinto Correia detectaram nesta realidade um nicho de mercado em expansão e investiram dez mil euros na criação da Shift Design. Um investimento reduzido que, aliado a uma estrutura de colaboradores reduzida, se revelou a estratégia de ouro para o sucesso desta empresa nacional cuja actividade se centra na construção e valorização das «marcas» dos seus clientes empresariais


«Design» é a palavra-chave do conceito empresarial estruturado por Rita Oliveira, a mentora do projecto. Licenciada em Design da Comunicação pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, a empreendedora de 35 anos direccionou o seu percurso profissional para a criação e valorização da identidade empresarial. Somou várias experiências profissionais e pelo caminho encontrou dois sócios com objectivos comuns: Graça Hipólito e Ricardo Pinto Correia.

A Shift Design entra no mercado tendo como área de actuação o desenvolvimento de projectos na área do «brand design» e «coporate design». «O nosso ‘core business' é o desenvolvimento, implementação e dinamização de um dos bens mais valiosos dos clientes: a identidade e imagem de marca da empresa, dos seus produtos e serviços», explica Rita Oliveira.

Com dez colaboradores actualmente, a empresa sempre sustentou o seu desenvolvimento numa «equipa pequena mas com profissionais fortes e com postura empreendedora». Uma expansão à luz da teoria dos pequenos passos a que se deve, segundo Graça Hipólito, sócia da empresa, a estabilidade que a Shif Design alcançou hoje no mercado.

Para ambas as sócias, «na criação de uma empresa, o ‘timing' de entrada no mercado é tão importante como o próprio projecto. Podemos ter dinheiro, mas se o momento não é ‘aquele', não vale a pena investir».

A equipa sabia que não poderia esperar mais meses, nem subsídios, sob pena de perder o seu lugar no mercado. Arriscaram de forma muito ponderada e ao fim de 11 meses a empresa já tinha recuperado os dez mil euros de investimento inicial, mudava-se para instalações próprias e contratava mais dois colaboradores.

Qual o segredo? Um relacionamento próximo e atento às necessidades do cliente, «oferecendo sempre projectos que surpreendam e os ajudem a olhar para as suas necessidades com horizontes mais alargados», explicam.

Mas apesar do sucesso na implantação do projecto, as empreendedoras não deixaram de sentir as dificuldades próprias de quem cria uma empresa. Mais do que a burocracia ou o capital inicial, na Shif Design «o grande entrave foi o facto dos clientes não terem consciência do património que é uma marca de valor e o que esta pode representar em matéria de competitividade e lucro».

Uma conjuntura que a equipa já esperava e estava preparada para combater. Hoje a empresa já alcançou um patamar onde pode escolher os seus clientes e projectos. Para a equipa «este é o resultado de um investimento prioritário na fidelização de clientes e na qualidade dos serviços». Uma regra de ouro que tencionam manter.

A estratégia para o futuro é a especialização de serviços, apostando bastante na consultoria, na definição de soluções estratégicas e não tendo como única preocupação o produto final. Uma vez conquistada a «marca Portugal» a equipa da Shift Design conta atravessar a fronteira e tratar da imagem de clientes estrangeiros.





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