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Talento: como se deteta a excelência

Talento: como se deteta a excelência

O bom líder é aquele que reconhece a relevância de se rodear de profissionais que discordam dele e que sabe gerir a diversidade de ideias, convicções e estratégias. Para o académico e guru da gestão Jeff DeGraff, esta é a primeira premissa de sucesso em qualquer organização. 

23.11.2014 | Por Cátia Mateus


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A chave é encontrar pessoas que não pensam como você, que podem preencher as suas lacunas e limitações e compensar suas fraquezas. Esta é para Jeff DeGraff, o professor americano que há anos se dedica a ajudar empresas a gerir e reter o seu talento, a estratégia-âncora de gestão para o sucesso e inovação de qualquer empresa. O guru reconhece o desafio que é para um líder contratar talentos “que pensam diferente”, mas enfatiza “é da divergência e de pensamentos disruptivos e fora da caixa que nasce a inovação”.

“O maior mito sobre inovação é o de que ela é feita apenas por génios que trabalham sozinhos. A verdade é que a inovação acontece quando as pessoas comuns aprendem a trabalhar em equipa”, explica Jeff DeGraff. Identificar estas “pessoas comuns” é o primeiro passo e uma boa estratégia pode passar, segundo o especialista, pelo recurso ao designado “talent scouting”, o processo onde especialistas na deteção de talento identificam os profissionais que podem (se colocados nos departamentos certos) fazer a diferença no contexto do negócio. “Falamos de professores, coaches, formadores, especialistas em recrutamento ou outros líderes inspiracionais que têm um ‘olho natural’ para detetar talento e alimentar a criatividade construindo equipas eficazes”, explica o guru enfatizando que “o ambiente ideal para captação e retenção de talento é sempre aquele em que o líder reconhece a necessidade de incentivar a partilha de opiniões, mesmo que divergentes, e a colaboração dentro da organização”.

Jeff DeGraff reconhece que este processo de talent scouting leva tempo. “É uma espécie de compromisso a longo prazo para o crescimento dos profissionais e, consequentemente, da empresa”, refere. Na essência, trata-se de cultivar dentro das equipas a busca constante por novos conhecimentos e pela construção de uma cultura organizacional permanentemente dinâmica. O tempo que demora este processo a gerar resultados é imprevisível, mas apesar disso o professor acredita que “uma vez operacionalizada a criação de uma equipa diversificada, de alto desempenho e rendimento e com talento de alto nível, a cultura organizacional da empresa será sustentável no futuro”.

Com sucesso comprovado na deteção, desenvolvimento e retenção dos melhores talentos, mas também no estabelecimento de um conjunto de valores partilhados e “na criação de um ambiente de trabalho colaborativo, onde as pessoas são encorajadas a aprender com seus erros”, o talent scouting é uma ferramenta cada vez mais utilizada em permanência por organizações multinacionais de diferentes setores de atividade. Porém, a ferramenta exige uma preparação prévia por parte dos líderes da organização. Antes de recorrer a este serviço, o gestor deve “preparar a entrada das pessoas certas”. Para isso DeGraff aconselha a que sejam determinadas as reais necessidades da empresa, avaliando os pontos fortes e as lacunas da equipa atual. Ultrapassada esta fase, explica o guru, “há que começar a identificar as pessoas que podem trabalhar num ambiente com valores como a empresa em questão, que trabalharam com sucesso com membros de outros grupos ou equipas, que tiveram de ensinar a outros matérias da sua área de intervenção ou até clientes que sejam apaixonados pelos produtos ou serviços da sua empresa”.

Selecionar e reter talento exige ainda que as novas contratações sejam integradas de forma correta e que lhes seja garantido total acompanhamento e tutoria nos valores e práticas da empresa, durante o processo de integração. “Dê aos novos talentos folga em termos de tempo, espaço e recursos, bem como a oportunidade de improvisar”, enfatiza Jeff DeGraff adiantando que “o objetivo é incentivar os profissionais a desafiar barreiras” e para isso “é preciso promover a tomada de decisões e riscos e evitar a imposição de estruturas de controle que negam a talentos de elevado potencial as experiências que eles precisam de ultrapassar para crescer”, reforça o especialista. 



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