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“Se queremos ter os melhores, temos de os formar”

“Se queremos ter os melhores, temos de os formar”

O que distingue os profissionais é a qualidade do seu trabalho e o empenho com que exercem as suas funções, independentemente da dimensão da empresa ou do mercado em que atuam.
29.12.2011 | Por Cátia Mateus


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Esta é grande convicção do diretor de recursos humanos da Schindler Ibéria. José Couto acumula uma vasta carreira, quase toda trilhada á escala internacional. E se há lição que retira da sua experiência é a de que “desde que os profissionais estejam seguros das suas capacidades e disponíveis para se entregarem de corpo e alma às tarefas, não é o facto de trabalharem num país pequeno que os vai impedir de assumir funções de responsabilidade e de liderança em equipas multinacionais”.
Os mercados do Luxemburgo, Alemanha, França e Espanha não lhe são estranhos. José Couto trabalhou em todos eles, mas também liderou projetos de abertura de unidades fabris em países tão diversos como Marrocos, Turquia, Roménia, Botswana, Índia ou África do Sul. É um gestor global e a sua especialidade é gerir pessoas. Ao longo da sua carreira foi confrontado com inúmeras situações complexas, a maioria das quais implicou a abertura ou extinção de unidades produtivas em vários países do mundo.

Em Portugal chegou a diretor geral da Delphi e hoje gere os destinos e o talento das equipas da Schindler Ibéria. O Grupo Schindler emprega mais de 40 mil colaboradores nos cinco continentes. Em Portugal assegura emprego a 600 profissionais e o número, garante José Couto, não deverá sofrer grandes mudanças no próximo ano. “A empresa está neste momento com um quadro de pessoal estável e que julgamos adaptado ás necessidades do seu mercado e por isso, considerando as perspetivas da atual conjuntura, não são de prever grandes movimentos de pessoal”, explica.

E na equipa nacional o perfil é diversificado. Entre os técnicos de manutenção, a idade média ronda os 30 e os 40 anos, com formação ao nível do 9º ano de escolaridade e também formação interna da companhia, nas áreas da eletricidade e mecânica “Uma grande percentagem já se encontra certificada”, enfatiza José Couto adiantando que “a restante população laboral tem entre 25 e 45 anos, com grande enfoque para os jovens licenciados, existindo ainda os colaboradores indiretos que
estão maioritariamente nas áreas operacional e financeira”.

No recrutamento José Couto avalia o potencial de liderança, a integridade, o gosto pelo relacionamento com as pessoas e com o cliente, o impacto, auto-confiança e a orientação para os resultados. Segundo o líder dos Rh da Schindler Ibéria “os colaboradores são recrutados de acordo com perfis e competências bem definidas e passam por um processo de introdução ao negócio”. A preparação nas áreas da segurança e técnica, especializada em elevadores e escadas rolantes, é prática corrente na empresa. “Como não existe formação escolar sobre o nosso sector, temos uma grande preocupação em garantir um profundo conhecimento e formação nesta área. Se queremos ter os melhores, temos de os formar”, revela.

Invesir forte no desenvolvimento de carreiras

O Grupo Schindler não tem protocolos formais com universidades no sentido de recrutar estagiários ou recém-licenciados, mas aposta muito forte na divulgação do seu programa internacional Schindler Career Development, junto de algumas instituições académicas, como o Instituto Superior Técnico. O recrutamento para a empresa faz-se essencialmente através da base de dados da empresa e das candidaturas espontâneas deixadas no site da organização.

Orientação para o serviço e para o cliente é o requisito base para integrar esta equipa, tanto mais que para José Couto as relações humanas têm uma importância fundamental. Mas para o diretor de recursos humanos há outras competências que são chave. “Na atual conjuntura, os candidatos devem mostrar sólidas competências para responder aos novos desafios e às exigências do mercado”. A qualificação é vital. “Só os mais qualificados ultrapassarão os momentos difíceis que enfrentamos e teremos de enfrentar e por isso é fundamental valorizar a aprendizagem e incentivar os jovens a qualificarem-se”, diz José Couto acentuando que “os melhores profissionais são aqueles que têm maior resiliência e que não se deixam abater pelas desilusões”.

José Couto
54 anos
Diretor de Recursos Humanos da Schindler Ibéria

Formação:
É licenciado em Direito

Percurso:
Aos 17 anos iniciou a sua atividade profissional numa empresa importadora e distribuidora de produtos dietéticos. Era administrativo, mas aspirava ir mais além. Cursou Direito e após a licenciatura foi, durante seis anos, adjunto do diretor geral da filial portuguesa da Yoshida, a multinacional japonesa líder de mercado no fabrico de fechos de correr. Daí transitou para a Delphi, onde permaneceu 23 anos transitando por diversas funções, entre as quais a de diretor de Recursos Humanos em Portugal, Luxemburgo e mais tarde na região da Europa, Médio Oriente e África. na Delphi chegou ainda a diretor geral para o mercado nacional, diretor de qualidade & desenvolvimento de fornecedores na Europa e diretor de qualidade para Europa. Integrou a equipa da Schindler em 2010, como diretor de RH em Espanha assumindo agora o mesmo cargo à escala ibérica.

Maior dificuldade:
“Assumir o lugar de diretor geral da Delphi Packard em Portugal foi a maior dificuldade que tive de superar. Foi a primeira vez que passei de uma responsabilidade funcional a uma responsabilidade de gestão global”, relembra.

Desafio atual:
Estar atento às mudanças e ser capaz de lidar com elas, estando disponível para encontrar formas diferentes de responder aos desafios.

Família:
Solteiro, sem filhos.

Hóbis:
Como por regra está longe da família e dos amigos, o seu grande hóbi é dedicar-lhes todos os tempos livres que tem. Paralelamente, é um grande fã de cinema e corridas de touros.



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