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O evangelista tecnológico

O evangelista tecnológico

Tem 36 anos, entrou na Microsoft Portugal como estagiário e hoje integra a equipa internacional da Microsoft Corporation responsável por descobrir as melhores apps que vão sendo criadas a nível mundial. Num exercício de ginástica quotidiana, trabalha em Portugal mas com os pés sempre no mundo. Para Nuno Moreira da Silva, o equilíbrio é perfeito: tem uma carreira internacional a partir do país de onde não pensa, para já, sair.

21.08.2015 | Por Cátia Mateus


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Nuno Moreira da Silva percebeu cedo que queria consolidar uma carreira como evangelista tecnológico. Por isso, quando a Microsoft Corporation lhe lançou o desafio de deixar a subsidiária portuguesa da tecnológica para integrar uma equipa relativamente pequena de pessoas escolhidas a dedo, um pouco por todo o mundo, com a missão de identificar as melhores apps do mercado de consumo (serviços de streaming de música e vídeo, redes sociais, serviços de mensagens e conversação online entre outras), não hesitou. É essa, hoje, a sua função e apesar de alguns convites informais que tem recebido para trabalhar a partir da sede da Microsoft, nos Estados Unidos, garante que não tem vontade de sair de Portugal. É a partir de cá que desenvolve um trabalho “com impacto mundial”.?

A missão de trabalhar com as melhores 100 marcas no mercado mundial de apps é relativamente recente na carreira de Nuno Moreira da Silva que assumiu o cargo em finais de 2014. Para o consumer apps program manager, o convite foi “uma evolução natural do trabalho que desempenhei em Portugal, mas é também uma aposta de risco pelo nível de performance exigido e pelo impacto dos resultados na estratégia global da empresa”. ?Nuno Moreira da Silva entrou na Microsoft Portugal como estagiário. “Integrei a equipa de evangelismo tecnológico que, entre outras responsabilidades, fazia a ponte entre a Microsoft, as universidades e as restantes audiências académicas nacionais”, recorda enfatizando que o timing foi feliz: “tive oportunidade de aprender a fundo tecnologias que, estando ainda numa fase embrionária, viriam a ser centrais para a estratégia da empresa mas também para toda a indústria durante a década seguinte”.

Na tecnológica foi assumindo várias funções, desde as mais vocacionadas para o suporte técnico às de consultoria. Em 2010 foi aceite como technical evangelist da Microsoft Portugal. Uma nomeação que viria a revelar-se “o maior salto” da sua carreira: “deixei de ser uma peça numa máquina bem oleada e saltei para a ribalta com o objetivo de arquitetar, implementar e ser responsável por uma estratégia para a divulgação das plataformas de desenvolvimento Microsoft na área da mobilidade”. ?Foi a cara do Windows Phone para a audiência de developers nacionais e trabalhou a fundo na implementação de algumas apps de relevo, acumulou funções como cloud evangelist, ajudando várias empresas parceiras e startups a adotar os paradigmas de computação na nuvem e a ajustar os seus modelos de negócio à nova realidade e tornou-se o responsável pelo negócio das apps da Microsoft Portugal, quando a tecnológica lançou o Windows 8, cargo que manteve até transitar para a Microsoft Corporation. Um percurso de crescimento se mantém em aberto. “Após 14 anos na empresa, continuo a ver margem de progressão, equipas interessantes e áreas que gostaria de explorar dentro da Microsoft, e isso é o mais importante na ponderação da minha carreira”, realça.

Formação: 
É licenciado em Engenharia Informática e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico.

Chave do Sucesso:
“Estar preparado para aceitar desafios e saber estar atento ao que se passa à nossa volta (...) É muito fácil deixarmo-nos limitar pelas exigências do nosso próprio trabalho e deixar de olhar à volta”

Carreira:
“Consigo ter uma carreira internacional, trabalhar em projetos de impacto mundial e continuar baseado em Portugal, de onde não tenho, para já, vontade de sair”



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