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Mude de vida!

Prepare-se: este pode vir a ser o melhor ano da sua vida. A especialista em gestão comportamental, Leila Navarro, deixa algumas dicas
04.01.2008


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Marisa Antunes
É o tipo de pessoa que consegue desfrutar do melhor da vida ou é daqueles que odeia as segundas-feiras e arrasta-se penosamente para o local de trabalho em quase todos os dias da semana? Se faz parte deste grupo maioritário de pessoas que é absorvido pela rotina e pouco desfruta do melhor da vida então está a viver naquilo a que Leila Navarro, a conhecida especialista em gestão comportamental, chama de “piloto automático”.

“Você não tem a sensação de que estamos apenas acordando — trabalhando — comendo — dormindo — acordando — trabalhando — comendo — dormindo — acordando — trabalhando?”, questiona a especialista, que faz parte do grupo de oradores da Izi Palestras, empresa que já trouxe a brasileira por diversas vezes a Portugal para palestras motivacionais nas empresas.

Leila Navarro realça que a maioria das pessoas “possui comportamentos automáticos”. “Temos respostas mecânicas a várias situações, como se estivéssemos dormindo acordados. Porém, precisamos estar presentes e conscientes na nossa vida, para alcançarmos uma felicidade real. Resolvi rever meu dicionário pessoal, e notei que podemos abolir e criar verbos em nossas vidas, para que possamos sair desse piloto automático, e vivenciarmos melhor nosso dia-a-dia. Passar de um ser hipnotizado para um ser real, vivo”, sublinha.

Para isso é necessário sair da letargia e interiorizar a ideia de que é possível melhorar a nossa «performance» diária. Numa avaliação constante. Para esta acção, a especialista em motivação empresarial inventou até um verbo: “Retrospectar é um verbo que não existe, ou então não existia, porque começarei a usá-lo. Retrospectar é ver o que realmente aproveitamos das situações. Comecei a fazer um exercício que mudou a minha percepção em relação a mim, ao meu negócio e a minha vida como um todo. Faço uma retrospectiva diária. Ao me deitar, revejo o meu dia detalhadamente, observo as atitudes em que errei, e em quais acertei e aprendo com isso. Assim, percebo que, certamente, hoje será melhor do que ontem, e amanhã será melhor do que hoje. Faça este exercício na sua vida também e saia do piloto automático”.

Para mudar e procurar a motivação, é também essencial possuir uma boa dose de auto-estima, defende a palestrante. “É a base tanto da saúde física como da mental. Ao valorizar e realçar suas qualidades e potenciais, o ser humano passa a ter mais aceitação de si mesmo e das outras pessoas, e desenvolve uma benéfica reacção em cadeia. Quando você consegue melhorar a imagem que você tem de si mesmo, sua vida passa a ter muito mais benefícios”, resume.

Partindo deste pressuposto, realça ainda, as ideias sobre a missão de vida ficam mais claras e, consequentemente, isso gera muito menos stresse e mais disposição para lidar com tensões e pressões. A visão que se tem da vida torna-se mais positiva, gerando mais independência e controlo sobre as coisas. Há um desenvolvimento maior na capacidade de escutar as outras pessoas.

O equilíbrio emocional melhora e o indivíduo passa a desfrutar tanto os momentos em que está em companhia de outras pessoas, quanto os momentos em que está sozinho. A autoconfiança, o humor e a criatividade aumentam e transformam até mesmo o aspecto físico. Há mais disposição para os relacionamentos interpessoais e afectivos, aumentando a capacidade de expressar os sentimentos com liberdade e sinceridade.

Aquele que aceita e valoriza a si mesmo, com consciência de suas qualidades e defeitos está bem mais preparado para aceitar e valorizar os demais. “Os benefícios da auto-estima geram felicidade. E é a felicidade que gera resultados, não o contrário”, remata Leila Navarro.

O que pode ameaçar a sua auto-estima?

Leila Navarro lembra que a auto-estima é meio caminho-andado para iniciar a revolução pessoal: “Muitas pessoas não sabem como querer bem a si mesmas e acabam por dar forças a inimigos internos que prejudicam a auto-estima. Podemos encontrar cinco desses inimigos dentro de nós mesmos. São eles:
. Insegurança: É a falta de fé na própria capacidade, medo de tomar decisões e de errar e necessidade de controlo.
Como reagir: Ter uma visão realista e positiva do seu potencial. Enfrentar novos desafios, tentar superar o medo e assumir responsabilidades para vencer os problemas.

. Desconfiança: Dependência afectiva; perfeccionismo; medo de rejeição, de ser abandonado; submissão ou tendência para a manipulação.
Como reagir: Valorize as suas relações interpessoais, tenha iniciativa para agir com independência, aceite situações difíceis.

. Complexos: Imagem distorcida de si mesmo, dos seus aspectos físicos ou do seu valor; sentimento de inferioridade ou de culpa.
Como reagir: Cuide do seu corpo e da sua mente. Realce, tire proveito dos seus pontos positivos, aprenda a olhar com carinho e respeito para si mesmo.

. Timidez: Medo das pessoas que pode variar entre uma timidez normal até uma fobia social. Há a presença de muita ansiedade, necessidade de evitar relações e solidão.
Como reagir: Aprenda a valorizar as pessoas e as relações, tome a iniciativa para conviver com as pessoas.

. Pessimismo: Visão negativa da vida, sensação de frustração, desmotivação, falta de perseverança, apatia, medo de tomar decisões.
Como reagir: Direccione a vida para objectivos valiosos, voltados para os sonhos e desejos de realização; simplifique a vida aprendendo que todo o acontecimento traz experiências e ensinamentos que são altamente positivos”.





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