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Mercado 'acolhe' estudantes do Porto

29.08.2003


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Cátia Mateus

A conjuntura não é favorável, mas no Porto 60% dos alunos de Economia já estavam empregados antes de concluírem a licenciatura


NUMA ALTURA em que a crise e os seus efeitos na contratação de trabalhadores, é o maior inimigo dos recém-licenciados em busca de um lugar no mercado de trabalho, a Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) regista taxas de inserção profissional bastante elevadas.

De acordo com um inquérito realizado pelo Gabinete de Apoio ao Aluno da instituição no ano lectivo de 2000/2001 e recentemente divulgado, 80% dos licenciados já haviam ingressado no mercado de trabalho três meses após a conclusão da licenciatura.

O mesmo documento revela que 60% dos licenciados estavam já empregados antes de concluir a licenciatura ou conseguiram trabalho no mês a seguir à conclusão do curso.

A máxima de que a universidade deve estreitar a sua ligação ao mundo empresarial parece fazer cada vez mais sentido. Quando o país assiste a um elevado número de recém-licenciados no desemprego e outros tantos a desempenhar funções muito abaixo das qualificações que detém, "a FEP aposta na proximidade escola e empresa como ferramenta para a empregabilidade".

O inquérito realizado pela instituição junto de cem alunos finalistas, no ano lectivo de 2000/2001, é indicativo não só de uma elevada taxa de empregabilidade (80%), mas também de permanência na empresa findo o período de estágio.

Segundo Leonor Vasconcelos Ferreira, responsável pelo Gabinete de Apoio ao Aluno da FEP "os resultados do inquérito apontam, à semelhança dos resultados dos inquéritos anteriores, para uma rápida e relativamente estável inserção no mercado de trabalho".

Um ingresso mais rápido para Gestão


O curso de gestão é o que garante o "passaporte" mais rápido para o mercado de trabalho. Com efeito, 78,1% dos licenciados neste curso estavam já empregados um mês após a conclusão dos estudos, enquanto entre os licenciados em economia essa percentagem não excedia os 49,3%.

Contudo, alargando-se a análise para o período de três meses após a conclusão das licenciaturas, o estudo apurou que 87,5% dos licenciados em gestão estavam no mercado de trabalho à semelhança de 80,6% dos licenciados em Economia.

Um ingresso que continua a ser mais fácil para os homens licenciados em qualquer uma destas áreas, do que para as mulheres com a mesma formação.

Cerca de 80% dos licenciados da FEP conseguiram emprego nos três meses seguintes à conclusão do curso.

O inquérito revela também que dois em cada três licenciados na FEP mantêm o seu emprego inicial e que a estabilidade laboral é maior para os licenciados em economia (73,1%) do que para os formados em gestão (56,3%).

Em matéria de sectores de actividade, Leonor Vasconcelos Ferreira revela que, "o sector dos serviços é o principal empregador dos licenciados da FEP". Este sector emprega maioritariamente licenciados em gestão, do sexo feminino e com níveis finais de classificação elevados.

A par deste, apenas outros dois sectores económicos estão representados na estrutura de emprego dos licenciados desta instituição: a indústria transformadora, que absorve cerca de 16% dos licenciados e o sector da construção civil o obras públicas que gera emprego a 5,4% dos licenciados. Nestes dois sectores a preferência vai para os profissionais do sexo masculino, com formação em economia.

No que respeita ao nível de evolução das remunerações, o inquérito agora apresentado pela FEP revela que "a distribuição das remunerações anuais líquidas para a primeira actividade profissional representa o escalão de remuneração entre os 7000 e 10.500 euros anuais".

Todavia, para os licenciados com média final de 14 ou mais valores o escalão remuneratório poderá subir, podendo situar-se entre os 10.500 e os cerca de 14.000 euros anuais.

O documento apresentado pela instituição de ensino nortenha indicia ainda que são os licenciados em Economia quem mais aposta na formação contínua. Cerca de 41,8% já havia regressado à universidade em Dezembro de 2002.

Na opinião de Leonor Vasconcelos Ferreira, "o objectivo deste sistema de recolha de informação é o de monitorizar os percursos de integração profissional dos recém-licenciados e avaliar a empregabilidade das licenciaturas oferecidas na FEP".
A responsável avança ainda que este sistema permite efectuar uma recolha de informação, "útil à reflexão sobre a qualidade e adequação da formação ao nível das licenciaturas e efectuar uma prospecção de mercado que permita melhor programar a oferta de formação pós-graduada".





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