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Jovens não valorizam o poder das soft skills

Jovens não valorizam o poder das soft skills

A forma como as empresas recrutam mudou. Se durante longos anos a prioridade nas contratações recaia sobre os perfis tecnicamente mais fortes e sólidos, hoje as empresas valorizam um equilíbrio quase perfeito entre a excelência técnica e as competências comportamentais. Um requisito para o qual uma percentagem significativa dos jovens não está consciente.

14.02.2014 | Por Cátia Mateus


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Os especialistas chamam-lhe “qualificações invisíveis” e atribuem-lhe uma importância crescente. Estas competências não são adquiridas nos bancos da escola e decorrem, maioritariamente, da experiência e do percurso de vida dos indivíduos, podendo marcar toda a diferença no momento em que um recrutador tem de optar entre dois candidatos. Um trunfo ao qual a maioria dos jovens não estão atentos. Para despertar esta consciência, o Projeto 80 partiu para a estrada em janeiro, com a missão de ajudar a despertar consciências para importância das qualificações invisíveis.

Formar uma banda, escrever letras de músicas, ter uma intervenção na comunidade, exercer voluntariado, lançar e dinamizar uma campanha de sensibilização para questões ambientais ou a favor dos direitos dos animais, são experiências que podem catapultar qualquer currículo para o topo de uma pilha de centenas de CVs e ditar o tão ambicionado “sim” da parte do recrutador, tal o poderque atualmente têm os ensinamentos “invisíveis” que resultam destas atividades. Contudo, “nove em cada dez jovens em Portugal não está envolvido em nenhum movimento associativo e não desenvolve nenhuma atividade em prol da comunidade”, enfatiza Diogo Silva, road manager do Roadshow Projeto 80 que neste momento está a percorrer várias escolas do país procurando elucidar os jovens da importância que estas competências têm para as empresas, no momento de recrutar.

“As soft skills estão relacionadas com as atitudes e comportamentos das pessoas, em interação com outras. São comportamentais por natureza e desenvolvem-se através da emancipação dos jovens sobretudo como cidadãos, que ganham, além das competências adquiridas na educação dita formal, outro tipo de qualificações como falar em público, ter argumentos para discutir temáticas diferenciadas ou saber negociar em vários contextos”, explica. Foi com base na consciência de que estas competências não são devidamente valorizadas que a GCI decidiu promover o Projeto 80. Este roadshow que já soma duas edições, tem como principal missão “tentar travar a apatia e inércia perante a sociedade e as atividades fora do mundo académico”.

A iniciativa estará a percorrer até abril 18 escolas do país, num roadshow que desafiará os alunos a criarem projetos que fomentem o empreendedorismo, a economia verde, a cidadania e o voluntariado, contribuindo para o aumento do bem-estar e desenvolvimento sustentável das comunidades onde estão inseridos, motivando-os também para se tornarem mais participativos na sociedade. O roadshow a decorrer contempla encontros distritais de associações de estudantes, promovendo a partilha de experiências e ideias relativas a atividades que podem ser desenvolvidas nas escolas. No ano zero, o Projeto 80 impactou quase 30 mil jovens de norte a sul do país.



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