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Imigrantes já são 3,8% do desemprego

05.11.2004


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Ruben Eiras

OS ESTRANGEIROS sem trabalho já constituem 3,8% do desemprego em Portugal. De acordo com os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional, existem mais de 17.000 estrangeiros desempregados registados naquele organismo estatal. Os grupos mais afectados pela crise económica são os brasileiros (2982 desempregados), os cabo-verdianos (2810) e os ucranianos (2107).


Segundo Amândio da Fonseca, director-geral da Egor, uma grande parte desta mão-de-obra está alocada em funções não qualificadas em sectores como a hotelaria e restauração. Quanto ao risco de exclusão social destes grupos devido à situação de desemprego, Rui Moura, docente na Universidade Autónoma de Lisboa, alerta que o desemprego de longa duração está em alta, já que atingiu nos últimos seis meses valores superiores a 40% e está sempre a aumentar desde Janeiro. «Isto é que é realmente preocupante do ponto de vista da exclusão social — no que respeita à população estrangeira é preciso saber se o desemprego de longa duração também tem aumentado e indicia um potencial de exclusão social», observa.

Trabalhadores de Leste mais afectados

Neste plano, Amândio da Fonseca salienta serem sobretudo os emigrantes do leste quem tem maior dificuldade em lidar com situações de desemprego. «No caso dos africanos existem alguns mecanismos de suporte a nível das comunidades de origem, famílias e bolsas de estudo que proporcionam algum apoio social», refere. Não obstante, aquele responsável frisa que o aumento de criminalidade resulta, em muito, de factores de exclusão social das segundas gerações de estrangeiros de expressão portuguesa.

Rui Moura propõe que o Estado invista mais na gestão da emigração e na tomada de medidas adequadas para que tais populações, à procura de melhor nível de vida, não desemboquem num ciclo de degradação. «A esmagadora maioria de emigrantes vêm de países ou regiões com muitas dificuldades económicas e sociais. É importante controlar os fluxos de emigração, permitir condições de empregabilidade e desenvolver acções de integração social com medidas adequadas de inserção laboral», conclui.






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