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Gap Year: fazer uma pausa não é perder tempo

Gap Year: fazer uma pausa não é perder tempo

A Associação Gap Year Portugal vai lançar um programa de experiências académicas que permitirá aos jovens que decidam fazer um intervalo entre o ensino secundário e o superior, experimentarem durante um mês e meio três licenciaturas, em três universidades diferentes, antes de fazerem as suas escolhas académicas. O programa arranca na próxima semana.

15.07.2016 | Por Cátia Mateus


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Adiar um ano a entrada na universidade para conhecer o mundo e somar experiências de voluntariado no estrangeiro, é uma opção que tem vindo a cativar um número crescente de jovens portugueses. É o designado Gap Year, muito popular entre os jovens ingleses, mas que só recentemente tem ganho fãs entre os jovens portugueses. E garante quem já passou pela experiência que este intervalo “não é tempo perdido. É tempo de valorização pessoal e um factor de diferenciação no currículo”. Gonçalo Azevedo Silva, ele próprio um gapper, é o fundador e CEO da associação nacional que nos últimos anos se tem dedicado a promover a importância desta experiência, a Associação Gap Year Portugal.

Depois de nos últimos anos ter apoiado mais de 100 jovens a tirar o seu “ano sabático” para correr mundo, a associação prepara-se agora para lançar um novo projeto, o Programa de Experiências Académicas, que permitirá que os jovens que fizerem um Gap Year não partam diretamente para o estrangeiro e permaneçam em Portugal durante um mês e meio, a experimentar até um máximo de três licenciaturas distintas. Para Gonçalo Azevedo Silva, o projeto ajudará a diminuir a taxa de desistências nos primeiros anos de licenciaturas e promoverá uma escolha informada entre os candidatos.?“Um em cada cinco jovens desiste ou muda de curso no final do primeiro ano de licenciatura”, explica o líder da associação acrescentando que na maior parte dos casos estas desistências estão sustentadas em escolhas pouco informadas por parte dos estudantes.

Um dos objetivos que norteou a criação da Associação Gap Year foi a necessidade de incentivar os jovens a tirarem um tempo de reflexão, “tempo esse aproveitado para conhecer outros contextos e culturas, realizar ações de voluntariado ou até conhecer outro mercados profissionais” antes de decidir o seu futuro. A quem questiona a eficácia da opção Gonçalo Azevedo Silva responde com um argumento de peso: “saímos todos da universidade da mesma maneira, com um canudo e uma média final. É a experiência de vida que acumulamos antes de entrar no mercado de trabalho que nos vai diferenciar mais tarde perante os recrutadores”. 


Horizontes mais vastos
Como complemento a esta experiência, a associação vai lançar pela primeira vez na próxima semana, o Programa de Experiências Académicas que complementará a experiência internacional com um contacto direto com o sistema de ensino nacional. Por outras palavras, antes de embarcar no seu Gap Year, os gappers portugueses, passam a poder experimentar até três cursos da sua preferência, num dos mais de 107, de várias universidades nacionais, que já se associaram à iniciativa. ?As candidaturas ao programa arrancam na próxima semana e segundo Gonçalo Azevedo Silva, o processo funcionará nos mesmos moldes do que as candidaturas ao ensino superior.

Através da plataforma da associação, os candidatos identificarão até três cursos e instituições da sua preferência, que poderão frequentar durante um mês e meio. O projeto é pioneiro em Portugal e quer revolucionar a forma como os jovens escolhem os sus cursos. “Pretende-se que os jovens possam ver as suas dúvidas dissipadas e consigam perceber efetivamente o que os motiva”, explica acrescentando que o projeto permitirá “aumentar o aproveitamento dos alunos no ensino superior, através de níveis de motivação mais elevados associados a níveis correspondentes de maturidade”



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