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Flexibilidade: a competência do futuro

Flexibilidade: a competência do futuro

Tecnicamente bons, com fortes competências de comunicação, aptidão para trabalho em equipa, apetência para trabalhar por projetos e ... flexibilidade, muita flexibilidade. Este é, cada vez mais, o anúncio de contratação para profissionais da área das Tecnologias de Informação.

04.09.2015 | Por Cátia Mateus


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Os projetos transversais ocupam um espaço cada vez maior entre as principais funções desempenhadas no sector das tecnologias de informação. No último Barómetro de TI, realizado pela consultora de recrutamento Michael Page, 25,5% dos profissionais inquiridos confirmaram desempenhar funções em múltiplos projetos em simultâneo. Um contexto de trabalho que coloca a profissionais e empresas desafios acrescidos na gestão de recursos humanos e talento. O mindset de flexibilidade é para Tomás Moniz, human resources manager do Porto Tech Center da Africa Internet Group, uma peça cada vez mais determinante nos profissionais de TI. “Temos colegas alocados a a um único projeto onde não há transversalidade de funções e outros onde essa transversalidade se verifica”. O líder de recursos humanos da tecnológica acrescenta que “a maior parte das empresas de desenvolvimento de software trabalha numa ótica de projeto, e nesse sentido a transversalidade é fundamental”.

Um contexto que também reforça a componente da mobilidade nas carreiras associadas ao sector tecnológico. Segundo o estudo da Michael Page, “90,5% dos perfis de TI estão disponíveis para situações de mobilidade profissional”. Inês Correia, consultora da Michael Page Information Technology no Porto, acrescenta mesmo que “a mobilidade passou a ser um requisito em vez de uma ambição profissional”. A especialista realça que “a crise impulsionou as empresas nacionais a procurarem novos mercados e o impacto desse desafio está a verificar-se no crescimento da necessidade e procura de profissionais com experiência internacional”.

Em que é que isto se traduz para os profissionais portugueses? A esmagadora maioria está disponível para mudar de localização no âmbito de um novo projeto e 52,4% aceitaria emigrar, conclui o barómetro. O que procuram os profissionais Uma abertura à flexibilidade e mobilidade que colocam desafios acrescidos à estratégia de recursos humanos das organizações. “Em Portugal, formamos profissionais com muita qualidade e elevado expertise e isso nota-se principalmente quando pretendem ir para o estrangeiro, pois conseguem encontrar emprego com muita facilidade”, explica Jorge Teixeira de Sousa, head of Human Resources da i2S, que reconhece também que “os engenheiros portugueses são muito apreciados em termos de competências técnicas, o que impulsiona o investimento de empresas estrangeiras em Portugal”. Reter os melhores implica, entre outros fatores, uma aposta forte na sua motivação e uma resposta adequada às suas aspirações profissionais.

De acordo com a Michael Page, 44,7% dos inquiridos auferem entre 35 e 55 mil euros brutos por ano e 25,8% superam a fasquia dos 55 mil euros em remuneração anual. A consultoria (26,9%), a Banca/Seguros (17,1% e a Indústria (16,4%) são os sectores que mais procuram profissionais especializados. “A área das TI continua a ser uma das mais promissoras em Portugal. 87% dos inquiridos dizem-se confiantes na evolução positiva do mercado laboral e 61,7% dizem sentir-se profissionalmente motivados”, explica a Michael Page. Para essa motivação contribuem factores como as possibilidades de evolução na carreira e um processo de progressão profissional bem definido, valorizados por 74,1% dos profissionais com três anos ou menos de funções, o contributo do empregador para o seu desenvolvimento profissional (destacado por 67%) e o salário satisfatório (apontado por 60,7% dos profissionais com menos de três anos de carreira, mas apenas por 47,2% dos mais seniores).

“O desejo de evolução de carreira e a procura por novas experiências leva os inquiridos a mostrarem interesse numa mudança futura que lhes permita desempenhar funções nas áreas de consultoria (46,5%), Internet/Digital (34,9%), Indústria (34,5%) e Banca/ Seguros (31,3%)”, conclui o estudo que destaca também a relevância que o reconhecimento profissional tem na motivação dos profissionais de TI. 97,1% referem-no como determinante.



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