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E você, quer uma carreira global?

No momento da contratação, possuir uma experiência internacional pode fazer toda a diferença entre o sim ou não. As empresas valorizam cada vez mais candidatos com currículos internacionais, mas construir uma carreira internacional exige estratégia e visão.
29.07.2011 | Por Cátia Mateus


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Não é novidade para ninguém que os talentos formados nas universidades portuguesas são disputados no mundo inteiro. A crescente qualidade do ensino superior nacional - que já tem universidades listadas no ranking das melhores do mundo - tem vindo a dar os seus frutos e são cada vez mais os diplomados portugueses que encontram colocação em empresas europeias e americanas. Os engenheiros e profissionais ligados à área da saúde e bem-estar lideram os perfis mais requisitados a nível internacional, mas há também grande procura de professores, gestores, arquitetos e muitas outras profissões onde o talento nacional é já reconhecido. A empresa de gestão de recursos humanos Synergie, por exemplo, está a selecionar em Portugal 40 profissionais na área da logística para trabalhar na Bélgica. A logística é, naquele país, um dos setores onde há maior défice de perfis e as empresas vêm-se com regularidade obrigadas a recorrer a contratações internacionais. O mesmo sucede em Angola, onde a expansão económica tem gerado a necessidade de contratar em Portugal inúmeros engenheiros, com especialidades que vão da engenharia mecânica, à civil, informática e de telecomunicações. Mas nem só nestes países os profissionais portugueses encontram oportunidades de emprego. Brasil, Alemanha, Turquia e Holanda geram ofertas de trabalho na área do turismo, indústria e serviços. São países em crescimento onde a falta de mão-de-obra é notória e carece de resolução rápida. Para os especialistas, o Brasil é mesmo, na atual conjuntura, um sorvedouro quadros qualificados. Só este ano, os dados oficiais apontam para 1,9 milhões de vagas de emprego para preencher, gozando os portugueses da clara vantagem da unidade linguística. O fosso cada vez maior entre a oferta e a procura destes profissionais está a levar as multinacionais a recorrer a serviços especializados na gestão de carreira para contratar talentos em áreas-chave no mundo inteiro. É hoje nítido que as oportunidades de um licenciado não se podem confinar ao seu país de origem. Cada vez mais os jovens portugueses são cidadãos do mundo, como carreiras à escala global e desafios acrescidos para as gerirem. Segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional o número de profissionais inscritos nos centros de emprego que se predispõem a trabalhar noutro país cresceu 23% face ao ano passado. São hoje 25 mil os portugueses de passaporte na mão. Regras para triunfar A primeira regra de ouro para triunfar além-fronteiras, passa pela escolha do país de destino. Criar barreiras nas opções não é boa política, sobretudo para os candidatos mais jovens. Muitas vezes os países que aparentemente não são muito atrativos, geram grandes oportunidades de progressão profissional. Recorrer a agências de emprego especializadas, profissionais e reconhecidas, é outro dos cuidados que os candidatos devem ter, para evitar surpresas desagradáveis. E uma vez firmado o contrato, é importante não partir sem ter a estadia assegurada e os documentos legais todos em ordem. Se ainda é estudante e quer começar a preparar a sua internacionalização, goza ainda de um precioso aliado: os programas de intercâmbio estudantil. Erasmus e Inov Contacto são experiências cada vez mais valorizadas pelo recrutador e, diz quem já fez a experiência, uma porta de entrada muito válida (após terminado o estágio) para o mercado de trabalho. China ao alcance dos portugueses Os estudantes dos politécnicos portugueses poderão ter uma porta aberta para o mercado de trabalho chinês, em áreas como a gestão ou as engenharias. Foi recentemente assinado em Bragança, pelo presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Sobrinho Teixeira, e uma comitiva da delegação da Universidade de Pequim, um protocolo de cooperação entre instituições académicas dos dois países. O acordo visa não só o intercâmbio de professores e alunos, mas também cursos conjuntos. Para Sobrinho Teixeira, “numa situação de crescente competitividade esta é uma oportunidade enorme”. Os alunos portugueses terão oportunidade de aprender chinês num curso intensivo que a Universidade de Zuhai vai ministrar ao longo de três verões em Portugal e que terá continuidade durante um ano na China, promovendo assim um primeiro contacto dos jovens portugueses com aquele mercado. Bélgica recruta na logística Quem trabalha na área da logística e ambiciona uma carreira internacional pode começar a olhar para o mercado belga. Este país está a recrutar em Portugal profissionais qualificados para trabalhar neste setor que regista um défice de perfis na Bélgica. Para já estão abertas 40 vagas e a seleção está a ser feita pela empresa Synergie. Entre as competências exigidas está pelo menos um ano de experiência no setor, domínio da língua inglesa ou francesa e rapidez de cálculo mental. Brasil, um mercado emergente O Brasil vive atualmente um crescimento sustentado e atravessa uma das melhores fases da sua economia recente. É um mercado emergente que, segundo dados oficiais deverá colocar só este ano no mercado 1.9 milhões de vagas de emprego. Esta nação, com a qual os profissionais portugueses gozam imensa vantagem da proximidade linguística, tornou-se uma autêntica “esponja” de quadros qualificados em áreas como as engenharias, a gestão, a enfermagem, entre outras. Oportunidades que deverão crescer mais ainda com o Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos de 2016. Para quem não tem medo de atravessar o oceano e arriscar uma experiência além-fronteiras, este pode mesmo ser um dos destinos mais aliciantes.


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