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77,9% querem mudar de emprego

77,9% querem mudar de emprego

Contrariando os cenários mais pessimistas para 2011, cerca de 77,9% dos portugueses querem mudar de emprego em 2011 e 44,2% dos empregadores estão dispostos a contratar. Os dados são da Hays, no seu Guia Salarial.
18.03.2011 | Por Cátia Mateus


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Empregadores e candidatos tecem queixas de falta de confiança na economia nacional, mas a verdade é que 2011 pode não vir a ter um saldo tão negativo quanto se esperava em matéria de empregabilidade. Quase metade (44,2%) dos empregadores nacionais inquiridos pela Hays no seu Guia Salarial para 2011, revelam intenção de reforçar os seus quadros com novas contratações. Quadros técnicos ou de chefia intermédia, estagiários ou até mesmo perfis com pouca experiência profissional estão na mira das empresas nacionais recolhendo, respetivamente, 63,9%, 40,4% e 39,7% das intenções de contratação para este ano. Os cargos diretivos não ficam de lado e deverão representar 5% do esforço de contratação das empresas inquiridas.

Impostos excessivos, legislação laboral rígida, falta de dinamismo e dificuldades na concessão de créditos figuram entre na lista dos empregadores, como os maiores entraves à recuperação económica. Mas ainda assim, “58,2% dos inquiridos lidaram bem com as adversidades”, enfatiza a Hays. A grande maioria das empresas (74,7%) confirma que não realizou despedimentos em 2010, 52% conseguiram mesmo assegurar aumentos salariais e 74,7% optaram por não reduzir nenhum dos benefícios dos seus colaboradores. Segundo a empresa, 48,2% das organizações conseguiram manter o nível de investimento nos seus recursos humanos e 31,1% chegaram até a aumentá-lo.

Em termos setoriais, o Helthcare foi que menos saiu prejudicado com a crise em Portugal. Uma tendência que deverá manter-se este ano. As tecnologias mereceram também o investimento da generalidade dos países, registando relativo dinamismo em matéria de emprego, com exceção de Espanha onde o ritmo de contratação foi mais lento neste setor. Pior sorte tiveram e continuarão a ter em 2011, os profissionais ligados ao segmento da construção, já que este setor está ainda bem longe de conhecer uma recuperação.

E em cenário de crise as questões salariais ganham particular relevo. A oferta de benefícios não salariais é descrita pela maioria dos candidatos (90%) como uma ferramenta muito importante em matéria de retenção de talentos nas organizações. E são já 40,1% as empresas que optariam por contratar um candidato com elevadas expectativas salariais, propondo-lhe um salário inferior compensado com outros benefícios Telemóvel, veículo de serviço, seguro de saúde e ajudas de custo lideram as ofertas das empresas aos seus colaboradores, ainda que os protocolos com empresas que efetuam descontos em serviços, sejam cada vez mais populares. Regra geral, a maioria dos empregadores continua a apostar em remunerações variáveis.

E este guia salarial analisou também as intenções de mudança de emprego por parte dos colaboradores. “Em períodos de instabilidade os profissionais tendem a evitar os riscos associados a uma mudança de emprego, não sendo por isso de estranhar que 76,3% dos empregadores indiquem que registaram no ano passado uma baixa rotatividade entre os seus colaboradores”, revela o estudo. Ainda assim, há profissionais dispostos a mudar. Cerca de 3300 profissionais colaboraram neste inquérito e apesar de revelarem algum pessimismo em relação ao mercado, mostram-se razoavelmente satisfeitos com o seu nível salarial e ponderam mudar de emprego já este ano (77,9%). A principal razão é a busca da progressão profissional e a maioria dos entrevistados estaria até disposta a trabalhar noutra região do país ou no estrangeiro.
Mas procurar emprego nem sempre se revela simples. 66,4% dos inquiridos estão em pesquisa ativa no mercado desde o ano passado. Cerca de 31,9% tem apostado fortemente nas suas redes de contactos pessoais, 30,8% recorrem a agências de recrutamento e 23,9% apostam na Internet. Há ainda 12,5% que contactam diretamente as empresas e só 0,9% confiam a gestão da sua carreira às empresas de trabalho temporário.

De salientar que este estudo incidiu sobretudo em funções de middle management, séniores e técnicas. Perfis que não têm qualquer dúvida em afirmar que perante o atual cenário económico é muito mais fácil encontrar um novo emprego quando ainda se está empregado”. Para desenvolver o Guia Salarial de 2011, os consultores da Hays realizaram mais de 48 mil entrevistas e participaram em 10 mil reuniões em organizações em Portugal, Itália, Espanha e Brasil.



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