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TENDÊNCIAS

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Employee Value Proposition

Que o mundo mudou todos sabemos, e que o mercado de trabalho está agora a ser contagiado pela mudança é já um facto incontornável. Apesar das tendências de automação não estarem (ainda) a destruir os postos de trabalho em Portugal, continua a ser imperativa a adoção de uma visão estratégica nacional para a reinvenção dos modelos de negócio.

14.03.2019 | Por André Ribeiro Pires


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Employee Value Proposition

Que o mundo mudou todos sabemos, e que o mercado de trabalho está agora a ser contagiado pela mudança é já um facto incontornável. Apesar das tendências de automação não estarem (ainda) a destruir os postos de trabalho em Portugal, continua a ser imperativa a adoção de uma visão estratégica nacional para a reinvenção dos modelos de negócio. A nossa economia tem de se preparada para dar resposta ao crescimento das empresas, sem depender necessariamente do capital humano, mas sabendo valorizar o principal ativo dos humanos: a sua existência enquanto seres criativos, emocionais e pensantes.

A aversão à mudança é natural, mas as renovações são resultado de um progresso potenciado por pessoas, para a melhoria do seu bem-estar e constante evolução. Então, de que forma podem os gestores de pessoas proteger os colaboradores do maior medo que enfrentam agora - o de serem substituídos e verem os seus cargos de trabalho ocupados por robôs? Lembrando-os de que possuem o mais exclusivo mistério do Universo – o cérebro humano, um quilo e meio de matéria que concentra mais ligações que o cosmos, superando a sua complexidade. Disto resulta o fator distintivo e insubstituível de cada pessoa: já há máquinas inteligentes, mas não emocionais.

Este trunfo tem de ser reconhecido e deve ser base para que se desenvolva um employee value proposition assertivo. A abordagem organizacional centrada no colaborador, com a compensação do mesmo pelo seu contributo e envolvimento com a organização, passa pelo domínio da noção de exclusividade do ser humano. Resulta daqui um equilíbrio para a empresa e respetivos stakeholders, uma vez que a empresa é capaz de compreender os seus pontos fortes através dos insights e atrair, reter e potenciar os talentos; e os colaboradores sentem-se gratificados e parte integrante de algo, o que promoverá a sua produtividade.

Gera-se um ciclo de vantagens para todos, em que colaboradores e organizações bebem da mudança a capacidade de constante melhoria.

Acredito que a forma de contrabalançar os receios das pessoas relativamente ao surgimento e aplicação da Inteligência Artificial é utilizando Inteligência Emocional Organizacional. Facilitando o fluxo entre a empresa – e os líderes – e os colaboradores, é possível criar relações de confiança, aumentar a energia e eficiência dos colaboradores e potenciar a inovação. Isto é traduzido no sucesso da organização, adaptada à realidade atual.

 

PERFIL

André Ribeiro Pires é Administrador do Grupo Multipessoal, assumindo o cargo de Chief Digital & Information Officer e liderando, atualmente, a transformação digital da organização.

É licenciado em engenharia de sistemas multimédia e pós-graduado em Digital Enterprise Management, pela Universidade Nova de Lisboa. Entre 2014 e 2018 liderou a área de inovação e desenvolvimento da Randstad Portugal, através da criação de produtos, soluções e novos modelos de negócio, bem como na gestão de projetos globais. Anteriormente, desempenhou funções na Portugal Telecom liderando vários projetos e equipas na área de customer excellence. 2006 marca o início da sua carreira como empreendedor estando envolvido em diversos negócios digitais e tecnológicos. Assume-se como um acelerador que aplica a tecnologia na transformação e simplificação dos processos de negócios, proporcionando alta performance.

Para André Ribeiro Pires o novo é sempre ‘o normal’.




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