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TI cresce 20% nas contratações

TI cresce 20% nas contratações

As novas contratações no sector das Tecnologias de Informação (TI) cresceram cerca de 20% no primeiro trimestre de 2013, segundo dados de um inquérito realizado pela consultora de recrutamento Michael Page Information Technology. O relatório, a que o Expresso Emprego teve acesso em exclusivo, confirma a dinâmica do sector na mesma semana em que três tecnológicas nacionais anunciam a contratação de perto de 100 novos colaboradores.

31.05.2013 | Por Cátia Mateus


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No primeiro trimestre de 2013 a divisão de tecnologias de informação da consultora Michael Page registou um incremento de 14% na sua faturação, espelho de um crescimento de 20% apurado nas novas contratações realizadas para este sector, face a igual período do ano passado. Nuno Troni, executive manager da Michael Page Information Technology, destaca a importância desta dinâmica no atual cenário económico nacional, acrescentando que é também evidente a nítida aposta das tecnológicas portuguesas na internacionalização. Um investimento que é também gerador de novas oportunidades profissionais para os especialistas portugueses na área. Só esta semana três tecnológicas anunciaram estar no mercado a recrutar talento. Rupeal, Primavera e Truewind-Chiron têm em aberto perto de 100 vagas para as suas operações em Portugal e no estrangeiro.

Gestores de projeto, IT managers e consultores de projeto são, segundo o estudo da Michael Page a que o Expresso Emprego teve acesso em exclusivo, as funções mais recrutadas na área das tecnologias de informação. No primeiro trimestre do ano, 20% da faturação da consultora proveio da contratação de gestores de projeto, 16% de gestores de TI e 15% de consultores, destacando-se ainda um aumento da procura de funções de topo na ordem dos 10%. Profissionais que são procurados “tanto por empresas  no sector das TI (fabricantes, integradores e consultoras), como por empresas na área da Banca e Seguros, Indústria e Serviços”, explica Nuno Troni acrescentando em Lisboa acolhe a maior fatia dos novos processos de contratação.

As empresas comprovam estes dados. A maior fatia dos 20 novos colaboradores que Truewind-Chiron está a recrutar deverá integrar os escritórios de Lisboa da tecnológica portuguesa. Os restantes rumarão ao Recife, no Brasil. Com uma equipa de 50 colaboradores, a empresa contrata sobretudo nas áreas de Outsystems, Oracle e Microsoft. A Truewind quer recém-licenciados ou profissionais com dois anos de experiência para dar resposta ao crescimento dos novos projetos em que está envolvida. A mesma aposta faz a Primavera BSS. Esta tecnológica portuguesa especializada no desenvolvimento de soluções de gestão para o mercado global, acaba de anunciar a contratação de 40 novos colaboradores para reforçar as suas equipas de consultoria e desenvolvimento de software nos mercados português, espanhol, angolano e moçambicano.
Na Primavera trabalham 240 profissionais altamente qualificados que dividem entre Portugal e as geografias internacionais onde a tecnológica está presente. José Dionísio, Co-CEO da Primavera BSS, explica que a “a Primavera tem vindo a conquistar a confiança de empresas multinacionais que são nossas clientes há vários anos e que nos abrem hoje a porta para as acompanharmos para outras geografias”. O líder acrescenta que “as recentes tendências tecnológicas, sobretudo ao nível da cloud e da mobilidade, levaram a que quiséssemos reforçar a nossa aposta no desenvolvimento de soluções que possibilitem às empresas beneficiar das vantagens para o negócio associadas a estes modelos”. Uma parte dos recursos humanos a contratar integrará estas metas.

A crescer está também a Rupeal que procura dois tipos de perfis distintos para as 34 oportunidades que tem em aberto e que farão crescer a equipa de 63 colaboradores que já integra. “Procuramos recém-licenciados, para estágios ao abrigo do Programa Impulso Jovem, nas áreas de marketing, design e recursos humanos e procuramos também perfis mais seniores na área da engenharia de software, onde estamos sempre em recrutamento e onde há muita dificuldade em recrutar”, explica Rui Pedro Alves, CEO da Rupeal. Aos candidatos espera um processo de seleção no mínimo curioso: serão escolhidos pelos colegas com quem vão trabalhar. “É prática comum na Rupeal que a partir da segunda entrevista de seleção, os colaboradores da empresa possam participar entrevistando também o candidato e contribuindo para a seleção dos novos elementos da equipa”, explica Rui Pedro Alves, garantindo que a opção torna demorado o recrutamento, mas garante que este seja “certeiro”, sobretudo numa altura em que a escolha certa é vital e a concorrência é muita.

A braços com a fuga de talento para o estrangeiro, as empresas portuguesas não estão a utilizar os salários como forma de retenção, garante a Michael Page. O estudo apurou que no primeiro trimestre do ano se registou uma “ligeira redução das remunerações, devido a um esforço de contenção salarial” (ver caixa). Para Nuno Troni, esta redução generalizada nas remunerações na área das TI afeta sobretudo as funções mais comuns, incorrendo apenas as empresas em custos superiores quando a oferta disponível no mercado escasseia ou quando o candidato selecionado é expatriado. O especialista fala ainda das oportunidades além-fronteiras, assegurando que “a emigração de talento é particularmente forte nas áreas de programação e gestão de projeto”. Apesar desta fuga, Nuno Troni traça um balanço positivo do sector das TI nacional assegurando que “o mercado está a voltar a reagir e a procurar talento”.

Salários e internacionalização

No ano passado, o salário de um gestor de projeto na área das TI, rondava os 55 mil euros brutos anuais. Hoje, o valor não excede os 50 mil euros anuais, assegura a Michael Page considerando contudo que o sector apresenta os salários mais atrativos quando comparado com outros setores de atividade. O relatório da empresa revela que em termos salariais, a generalidades das remunerações baixou no sector. Um account manager recebe hoje entre 70 a 80 mil euros brutos anuais, menos 10% do que a média praticada no inicio de 2012. Os salários dos IT managers e dos consultores seniores também sofreram quebras caindo dos 60 para os 55 mil euros anuais e dos 40 para os 32.500 euros anuais brutos, respetivamente.

O que não diminuiu foi a aposta na internacionalização. “Embora em Portugal as TI apresentem, índices de desemprego menores quando comparadas com outros setores, cada vez mais assistimos à partida de recursos humanos qualificados para outras geografias”, explica Nuno Troni. O Reino Unido, países nórdicos, Europa Central e Médio Oriente são os principais destinos de um grupo de profissionais lusos, altamente qualificados e com um conjunto de competências e know how que o mercado valoriza. Candidatos que, garante o especialista, “procuram empresas mais competitivas que ofereçam perspetivas de evolução, mercados em expansão ou que não se encontrem em crise e pratiquem salários mais competitivos aliados a uma menor carga fiscal. 



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