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Tecnologia: a nova forma de gerir talento

Tecnologia: a nova forma de gerir talento

A globalização das carreiras direcionou o recrutamento para uma escala global e aportou novos desafios aos profissionais e aos recrutadores. Para Ana Loya, administradora da consultora de recrutamento e seleção Ray Human Capital, “a gestão de pessoas e o recrutamento vivem momentos de grande mudança e irão mudar ainda mais”. À margem da conferência “Praticamos o Futuro: The Talent Cloud”, que sob o pretexto da celebração do 20º aniversário da Ray em Portugal, reuniu especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios futuros da gestão de talento, Ana Loya falou ao Expresso sobre o papel decisivo da tecnologia ao serviço da gestão de pessoas.

10.10.2013 | Por Cátia Mateus


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Nos últimos anos, a ‘arte’ da gestão de talentos mudou e nos próximos, deverá mudar ainda mais. Ana Loya, a administradora da Ray Human Capital, soma mais de 30 anos de experiência na área de recrutamento, seleção e gestão de talentos. Os últimos 20 foram na liderança da consultora Ray Human Capital. A experiência sustenta-lhe a convicção de que o caminho de crescente virtualização do recrutamento e da gestão de talentos ainda não está concluído. “As redes sociais tornam as pessoas mais acessíveis e a grande questão que se colocará no futuro será a avaliação. Mais do que nunca, vai ser necessário saber avaliar bem as competências para saber escolher as pessoas certas”, explica. Um crivo que ter na tecnologia um excelente aliado.

O mundo é global e o talento também. Nas últimas décadas, fruto das circunstâncias que se vivem na Europa e muito concretamente em Portugal, a atividade dos principais players de recrutamento alargou-se geograficamente. A empresa liderada por Ana Loya seguiu a tendência. A Ray tem vindo abrir escritórios em vários países da América Latina (Brasil, Peru, México e Colômbia), apostando um vasto leque de plataformas tecnológicas que permitem trabalhar vários mercados a grande distância e manter o DNA da empresas em escritórios que estão noutros continentes.

A cut-e foi a primeira aposta da Ray Human Capital na aplicação da tecnologia à gestão de talentos. Ana Loya estabeleceu uma parceria com esta empresa alemã, especializada em soluções de avaliação online customizadas e passou a colocar, através da cut-e, ao dispor dos gestores de Recursos Humanos “soluções que engloba provas e questionários online para recrutamento, seleção e desenvolvimento de profissionais”, explica a administradora adiantando que “esta tecnologia permite ainda fazer a avaliação completa dos colaboradores, aferindo as suas competências, interesses e aptidões, num processo que traça o seu perfil a 360 graus”.

Para os candidatos, a empresa criou uma nova montra de talento, em parceria com a espanhola Cvitt (www.cvitt.pt). Trata-se de uma plataforma online cuja missão é ser mais do que um curriculum vitae, “permitindo aos candidatos mostrar quais são os seus talentos, projetar as suas expectativas laborais e apresentar a sua trajetória profissional de forma inovadora, além de constituir uma ferramenta de autoconhecimento e gestão de carreira”, enfatiza a administradora. O serviço aporta também vantagens às empresas. “A plataforma permite às organizações o acesso a elementos ou informações fundamentais e até aqui inacessíveis nos CV’s tradicionais ou nas novas plataformas digitais, de que são exemplo as soft skills tão importantes no recrutamento”, reforça. Em paralelo, “os empregados ganham também acesso a um conjunto de candidatos com um perfil muito ajustado às suas exigências, economizando tempo e recursos na seleção do colaborador ideal”, explica Ana Loya.

No ano passado, a Ray deu novos passos na conquista tecnológica firmou nova parceria com a Fenestra Evaluation, a empresa americana liderada pela consultora Sandra Hartog, uma das oradoras na conferência “The Talent Cloud”. A tecnologia E-valuation permite à Ray e aos seus clientes realizar processos de assessment (gestão de talento) virtual, facilitando o desenvolvimento de projetos worldwide e “possibilitando a uniformização de práticas de recursos humanos a nível global com execução descentralizada, conseguindo uma otimização de recursos humanos e financeiros”, explica Ana Loya.

Para a administradora da Ray Human Capital, “estas ferramentas, alojadas numa plataforma virtual, trazem claros benefícios para quem se dedica à gestão de talentos”. A especialista enfatiza que “num mundo global, estas soluções serão cada vez mais relevantes para que as empresas possam de facto conciliar a gestão de talento online e presencial”. Com o recrutamento mais livre e acessível, através das redes sociais como o Linkedin e portais de emprego especializados, o desafio das empresas de recrutamento é fazer a diferença na deteção e na avaliação rigorosa dos talentos.
 
O desafio da mudança

Ana Loya
Administradora da Ray Human Capital
54 anos
Licenciada em Psicologia

A líder da Ray Human Capital iniciou a sua carreira em 1998, na área da gestão de talento e capital humano. Soma 30 anos de um percurso profissional do qual fazem parte empresas como a SHL, onde foi coordenadora de recrutamento, ou o projeto de startup da Autoeuropa. Em 1993 criou, através da DDI, a Hay Seleção, atual Ray Human Capital. Os últimos 20 anos têm sido dedicados à expansão de uma marca que está como o mercado: em mutação. “A Ray Human Capital opera com transversalidade na área do capital humano, focando o recrutamento, seleção e avaliação, assessment e development centers. Nos últimos anos têm estabelecido parcerias notáveis com empresas internacionais de modo a proporcionar aos clientes o status of the art das tecnologias de avaliação”, explica Ana Loya.

Dos três elementos iniciais com que foi fundada, a empresa cresceu nos últimos 20 anos para um posicionamento global, com representações em várias geografias. A mentora do projeto fala numa “longa caminhada com várias crises nacionais e internacionais, que sempre geram grande impacto neste sector” e recorda um dos momentos de grande luta: a crise de 2002, que acabou por se revelar como um momento determinante para o crescimento e desenvolvimento da Ray Human Capital. “A ameaça do hire-freeze (congelamento das contratações) provocada pela crise do pós-setembro de 2001, transformou-se numa excelente oportunidade de nos especializarmos em assessment center”.

Ana Loya contou com a sua experiência anterior no recrutamento para a Autoeuropa e posicionou a Ray como um dos principais players do mercado nesta área. Os desafios continuaram pelos anos, sobretudo na vertente tecnológica e para Ana Loya deverão continuar. “Há muito que nos tornámos uma empresa que ajuda os seus clientes nas diversas áreas do capital humano e da gestão de talentos. Hoje, 20 anos depois, estamos mais novos, mais modernos e mais sábios do que quando começamos”, graceja. Aos profissionais que agora abordam o mercado, a especialista aconselha: “este é um momento para saber ouvir e observar, mas é também um momento em que são necessárias pessoas de ação! Pessoas que façam, que colaborem e que 



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