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Talento nacional atrai Subsea 7

Talento nacional atrai Subsea 7

Em cinco anos a multinacional de engenharia, construção e serviços para dispositivos subaquáticos, Subsea 7, quer criar em Portugal entre 250 a 300 novos postos de trabalho. A empresa iniciou atividade em agosto, está sedeada em Lisboa, e já está a contratar no mercado nacional.

18.10.2013 | Por Cátia Mateus


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Trabalha essencialmente para a indústria de energia offshore e desde agosto que soma Portugal ao vasto leque de geografias onde detém operações em funcionamento. A escolha de Lisboa e de Portugal, face a outras localizações da Europa, como local de implantação do novo escritório da Subsea 7 - a multinacional de engenharia, contrução e serviços para dispositivos subaquáticos, entre o leito e a superfície dos oceanos -, “teve por base as inúmeras vantagens que o país oferece, nomeadamente ao nível da larga oferta de profissionais competentes, qualificados e com uma sólida experiência técnica”, enfatiza Nicolas Monnot, o vice-presidente da Subsea 7 Portugal. A empresa arrancou a sua operação nacional com nove colaboradores em Portugal, mas está a contratar. A meta é em cinco anos assegurar emprego a uma equipa de 250 a 300 profissionais no escritório português.

A partir de Lisboa, a Subsea 7 dará suporte aos projetos a desenvolver em África e no Mediterrâneo. A multinacional que emprega a nível global mais de 14 mil profissionais, encontrou em Lisboa um vasto potencial profisisonal, mas também geográfico. “A posição geográfico-estratégica entre a Europa e África e a relação privilegiada que tem com os países de expressão portuguesa, com os quais mantém fortes ligações, como Moçambique, Angola e Brasil, são áreas chave para o desenvolvimento da Subsea 7”, enfatiza Nicolas Monnot. O vice-presidente da empresa no mercado nacional confirma a ambição de crescimento da empresa que quer posicionar-se nos próximos anos como “o escritório de engenharia de referência para suportar os projetos de desenvolvimento de campo petrolífero em África e apoiar o desenvolvimento dos escritórios de Moçambique e Angola”.

Metas que dependem diretamente de um investimento estruturado no recrutamento e formação de novos colaboradores. Uma aposta que já está em curso.
Desde setembro que estão em formação no escritório da Subsea 7, em Paris, os primeiros profissionais recrutados para reforçar a operação da empresa em solo nacional. Outros deverão juntar-se a eles já que a empresa está em contratação contínua. “Desde o início da atividade em Portugal que a empresa tem vindo a crescer. Até agora recebemos maios de duas mil candidaturas, o que demonstra o interesse dos profissionais portugueses por este projeto”, explica Sofia Carvalho, coordenadora de Recursos Humanos da Subsea 7 Portugal. De acordo com o business plan estabelecido para o escritório nacional, a empresa deverá contratar “entre 250 a 300 novos colaboradores durante os próximos cinco anos”, explica Sofia Carvalho. Até ao final do ano a equipa deverá somar 20 elementos.

Nas suas contratações, a Subsea 7 privilegia profissionais com formação superior nas áreas das engenharias Civil, Mecânica, de Estruturas ou de Arquitetura Naval, mas dá igual relevância a profissionais com formações técnicas em áreas como AutoCAD 2D/3D ou Inventor, para integrar a equipa de Desenhistas. Atualmente, decorrem processos de contratação para a equipa de Engenharia. “O departamento de Engenharia tem como objetivo apoiar projetos relacionados com o desenvolvimento offshore dos campos de petróleo e gás e, nesse sentido, procuramos profissionais com competências para desenvolver e desenhar estruturas submarinas e com capacidade para proceder à análise de instalação offshore de produtos como pipelines ou estruturas submarinas”, explica a coordenadora de Recursos Humanos.

Competências técnicas de excelência, dinamismo, espírito de equipa, flexibilidade, responsabilidade e facilidade de integração e adaptação a novos contextos, figuram entre as características que Sofia Carvalho mais valoriza no momento de recrutar para a equipa da Subsea 7. Mas além destes fatores, a empresa procura perfis com disponibilidade para viajar e trabalhar além-fronteiras, tanto mais que o inglês é o idioma oficial da empresa e a formação está toda ela pensada para criar quadros globais na organização (ver caixa).

Rigoroso e muito seletivo, o processo de recrutamento da Subsea 7 contempla três fases que vão da candidatura às várias entrevistas com os candidatos. Na essência, esclarece Sofia Carvalho, “procuramos colaboradores que se identifiquem com os valores da Subsea 7 na preocupação constante coma segurança na nossa atividade, na integridade, inovação, talento e que queiram trabalhar num ambiente que, embora se desenvolva a nível local tem um impacto global na atividade da empresa”.

Formação, uma aposta global
A Subsea 7 encara a formação como um investimento a logo prazo. A coordenadora de Recursos Humanos, Sofia Carvalho, explica que a aposta global da empresa está estruturada de modo a encarar a aposta na formação como uma ferramenta de “suporte para o desenvolvimento de carreira” dos colaboradores da empresa.

Logo que entram na Subsea 7, os profissionais admitidos começam a trabalhar de forma muito próxima com colegas de outros países. O objetivo, garante a responsável, “é que se sintam apoiados e desenvolvam os seus conhecimentos sobre a atividade da empresa”. A integração dos novos colaboradores prevê uma formação inicial de dois a três meses noutro escritório da multinacional. “Atualmente temos cinco colaboradores da equipa portuguesa em formação no escritório da Subsea 7 em Paris”, explica a coordenadora de Recursos Humanos.

Numa lógica de progressão e de conhecimento transversal da empresa, nas várias geografias onde atua, Sofia Carvalho revela que está prevista uma formação organizada a nível global pela Subsea 7, direcionada para os colaboradores mais jovens da multinacional, que decorrerá durante um ano e que “pressupõe a realização de vários módulos de formação, nos diferentes países onde a Subsea 7 está presente”. Um posicionamento global que estimula o crescimento profissional de jovens quadros e o seu conhecimento do negócio nas várias geografias onde atua.



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