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Renováveis podem empregar 67 mil

Renováveis podem empregar 67 mil

A criação de emprego no setor das energias renováveis está em alta. Um estudo recente conduzido pela Deloitte, em parceria com a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) confirma-o. Até 2030, o setor poderá criar 66.900 novos empregos. Um número que sobe para os 88.023 se considerado o cenário exportador.

31.10.2014 | Por Cátia Mateus


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As metas definidas para o setor energético até 2030 fazem António Sá da Costa, presidente da direção da Associação Portuguesa das Energias Renováveis (APREN), falar em otimismo para esta área de atividade, seja em termos de negócio seja no seu potencial de criação de novos empregos. O estudo “Impacto macroeconómico do setor da eletricidade de origem renovável em Portugal”, que a associação realizou em parceria com a consultora Deloitte, e que foi recentemente divulgado deixa claro que apesar de uma ligeira quebra na criação de emprego registado, fruto essencialmente dos efeitos da crise e da instabilidade económica a nível nacional, a criação de novos empregos nas energias renováveis registou “uma evolução extremamente positiva”, segundo António Sá da Costa.

“Em 2008, o setor empregava em Portugal 41.542 pessoas. Em 2013 o número baixou para 49.727, devido à crise claro, mas com as metas definidas para 2020 e 2030, os valores subirão para 58.532 e 66.900 respetivamente”, explica o presidente da APREN enfatizando que “se for considerado o cenário exportador, o valor de 2030 atingirá os 88.023 empregos criados”. Com um perfil de profissionais dominando pela indústria do fabrico de equipamentos e nesta, pela mão-de-obra especializada mas também por pessoal qualificado ao nível de chefias, mas também quadros superiores ao nível de projeto e desenvolvimento de centrais renováveis, o setor gera múltiplas oportunidades de emprego para perfis diferenciados. É no segmento da energia solar que a dinâmica de criação de emprego mais se faz sentir. Segundo o estudo, a média de criação de empregos gerados por cada megawatt (MW) de potencia instalada foi de 12,1/MW. Um valor substancialmente ao registado nas áreas da bioenergia (2.5/MW), hídrica (3.3/MW) e eólica (4.6/MW).

A qualidade dos profissionais portugueses levou o grupo Ikaros Solar a escolher Portugal para sediar o seu centro de competências de engenharia. Duarte Caro de Sousa, diretor geral da Ikaros-Hemera fala da competência académica das instituições portuguesas, do reconhecimento de várias instituições a nível internacional, o domínio de vários idiomas e do fuso horário europeu, que conduziram à decisão de criação do centro de competências da empresa em solo nacional. Desde 2013 que a estrutura tem vindo a crescer, empregando atualmente sete pessoas. “Esperamos chegar às 10 até ao final deste ano”, explica o diretor que acrescenta: “estamos a falar de 10 profissionais exclusivamente dedicados aos projetos internacionais do grupo”. A longo prazo, o grupo Ikaros Solar quer empregar 20 profissionais nesta equipa.

O centro está atualmente a recrutar engenheiros para diversas posições em Lisboa, como sejam gerentes de projetos internacionais, engenheiros eletrotécnicos com experiência no setor fotovoltaico, especialistas de engenharia de média tensão, desenhadores e muitos outros. Quanto à avaliação da evolução do mercado nacional nesta área Duarte Caro de Sousa não tem dúvidas: “este ano confirmou que a decisão do Grupo Ikaros de deslocalizar o centro de competências de engenharia para Portugal foi uma decisão acertada e que pode, sem dúvida, potenciar um maior número de contratações em 2015”.

Raúl Santos, diretor da SunEnergy, também está focado na dinamização que a recente publicação do Decreto-Lei 153/2014, de 20 de outubro, que regula o autoconsumo e a produção descentralizada de energia e da operacionalização dos programas de incentivo como o Portugal 2020 poderão trazer ao setor nacional das energias renováveis. “Depois de um anos 2014 mais parado quando comparado com anos anteriores, espera-se que 2015 seja bem mais positivo em termos de crescimento e de criação de emprego”. A SunEnergy emprega 17 profissionais mas tem na mira novas contratações já para o próximo ano, sobretudo ao nível de profissionais de engenharia. O responsável explica que foi este ano reforçada a área técnico-comercial da empresa e que este é um investimento que deverá continuar no próximo ano, já que a empresa tem em marcha um plano de expansão nacional.



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