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Profissões para maiores de 40

Profissões para maiores de 40



03.02.2012 | Por Cátia Mateus

Diz o velho ditado que a vida começa aos 40, mas numa economia em crise com uma taxa de desemprego que já bateu os mais negros recordes, este início pode revelar-se algo sombrio. Dizem os especialistas que numa era em que o emprego para toda a vida não passa de uma miragem, a disponibilidade para a mudança física e mental, é a chave para encontrar emprego.

Quem recruta em Portugal queixa-se da fraca apetência para a mobilidade dos profissionais lusos. É cultural, constatam. Mas é preciso mudar, se a meta é encontrar um novo emprego. E esta mobilidade não é meramente geográfica. Há também no país, uma aversão clara à mobilidade de carreiras e funções.

Marcelino Pena Costa, presidente da Associação Portuguesas das Empresas do Sector Privado de Emprego (APESPE) não tem dúvidas: “para muitos portugueses trabalhar a 20 kms de casa é muito longe, uma dor de cabeça”. O líder da APESPE confirma a preferência dos profissionais em trabalhar “à porta de casa” e adianta que há neste momento zonas do país e funções para as quais é difícil recrutar. Uma maior abertura à mobilidade geográfica, mas também à eventualidade de encontrar lugar no mercado de trabalho, ainda que numa atividade distinta da área de formação que se tem ou do trabalho que se fez a vida toda, poderia produzir alterações de peso no mercado laboral português e tirar muitos profissionais do desemprego.

Em altura de redução nas novas contratações, os desempregados, sobretudo nas faixas mais críticas de empregabilidade (acima dos 45), devem aproveitar para analisar o seu percurso de carreira, o mercado tem disponível para o seu perfil, as aptidões que têm quando comparados com perfis mais jovens, as mais-valias que representam para o empregador, mas também as novas competências que terão de adquirir para se posicionarem competitivamente no mercado ou, até que ponto não é altura de mudar de carreira.

A par com a crise económica que afeta o país, há também uma evolução natural da sociedade e do mercado que, com a crescente globalização, sofreu alterações. Muitas carreiras e profissões já desapareceram ou tendem a ser substituídas por outras mais competitivas e atuais. Acompanhar esta evolução natural é vital para os profissionais que desejam manter-se no ativo.

Um dos primeiros passos que deve dar é olhar criticamente para a sua área de atividade e perceber qual o seu futuro. Se perceber que em breve precisará de novas competências para manter o seu lugar, trate de investir já nelas. Se acha que mesmo investindo na qualificação, a sua profissão já entrou em declínio. Então o melhor é começar já a posicionar-se noutro rumo.

E são várias as áreas em emergência. Consultor financeiro é uma delas. A profissão já está em expansão noutros países e em Portugal, as ofertas de emprego ligadas aos perfis financeiros são cada vez mais. Há uma crescente procura de profissionais qualificados nesta área que possam ajudar os investidores e não investidores na sua tomada de decisões.

Outra das áreas que não conhece a crise é a da saúde. É notório o crescimento dos designados negócios de saúde e bem-estar, numa altura em que a qualidade de vida representa uma nova fileira de negócios e profissões com futuro. Outra das áreas onde os profissionais mais seniores, com competências na área das tecnologias de informação se podem posicionar tem a ver com a cibersegurança e a gestão de redes sociais. Nos Estados Unidos, o ciberterrorismo já é encarado como a próxima grande ameaça global, e por cá o tema também tem sido amplamente debatido. Os profissionais com experiência em segurança informática terão aqui um importante nicho de mercado. Por sua vez, podem também tirar partido da gestão de redes sociais para empresas.

As profissões ligadas às questões ambientais e ecológicas estão também em franco crescimento, tal como o papel dos “explicadores”. É que com as deficiências crescentes no sistema educativo são cada vez mais os alunos a necessitar de um acompanhamento individualizado. Um nicho que pode ser aproveitado pelos professores.

Aos 40 renasce-se e o fundamental, dizem os especialistas de recrutamento, é não fechar portas por mero desconhecimento de outras realidades profissionais. Quem disse que você não pode ser feliz noutra profissão?

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