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Portugueses longe do emprego

Portugueses longe do emprego

17.09.2010 | Por Cátia Mateus



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Hora e meia é quanto levam, em média, os portugueses a deslocar-se para trabalhar. A Regus, empresa fornecedora de soluções globais para postos de trabalho, divulgou agora um estudo que revela que 15% dos trabalhadores portugueses que se deslocam diariamente para trabalhar, viajam por mais de 90 minutos todos os dias.
Apesar dos progressos já alcançados nas práticas de trabalho flexível, um em cada sete portugueses gastam mais de 90 minutos por dia em deslocações para o emprego. Numa análise à escala globalmente, avança a Regus, o automóvel é o meio de transporte mais popular nestas deslocações diárias, sendo utilizado por 64% dos trabalhadores em todo o mundo. Em Portugal, a utilização do automóvel é superior à média. São 76% os portugueses que não abdicam do carro para chegar ao trabalho. Mas há outros meios de transporte igualmente populares. O metro e o andar a pé são os meios escolhidos por 10 e 4% dos portugueses, respectivamente. O autocarro é que parece ter caído em desuso. Para os portugueses este é o meio de transporte menos popular. Apenas 1% dos inquiridos manifestam escolher este meio para chegar ao trabalho.

O custo das viagens é outra das preocupações dos trabalhadores. Enquanto, em média global, 8% dos trabalhadores gastam 10% ou mais do seu salário em deslocações, em Portugal o gasto médio fica-se pelos 3% do salário anual. Revela o estudo que “8% dos inquiridos gastam 10% ou mais do salário em deslocações para o trabalho e 14% gastam entre 5 a 10%”. Para Paulo Dias, CEO da Regus para a região EMEA, “é frustrante constatar que, enquanto os engarrafamentos proliferam nas cidades, e em particular nos países em desenvolvimento, demasiados trabalhadores continuam a congestionar as estradas nas horas de ponta, quando poderiam estar a utilizar o seu tempo em momentos de maior lazer ou produtividade, noutro lugar”.

Segundo estudos médicos, o stress provocado pelas deslocações para o trabalho pode ser responsável pelo aumento da pressão arterial, distúrbios músculo-esqueléticos, crescente hostilidade e efeitos adversos no desempenho cognitivo. E o especialista assegura que esta questão das deslocações está já a causar preocupação entre as empresas mais informadas que numa tentativa de combater os efeitos negativos das deslocações diárias na saúde e na moral dos seus colaboradores estão já à procura de soluções para locais de trabalho que permitam às suas equipas trabalhar mais perto de casa. “O trabalho remoto e a flexibilização do tempo podem constituir uma pausa necessária nas deslocações semanais, traduzindo-se ainda numa redução dos custos associados à manutenção e ao espaço de escritórios”, explica Paulo Dias.
O estudo da Regus foi realizado pela empresa independente MarketingUk e conduzido junto de mais de 15 mil inquiridos em 75 países e em empresas de todas as dimensões e setores diferenciados.



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