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O seu emprego atual ainda o merece?

O seu emprego atual ainda o merece?

Liz Ryan é uma das mais reconhecidas especialistas americanas em gestão de carreira. Fundou a consultora Human Workplace, que lidera, é colunista regular em publicações como a Forbes e tem dedicado a sua carreira a apoiar a progressão profissional de outros com as diversas palestras em que participa. A sua mais recente reflexão foca o receio dos profissionais em “dar o salto” quando se sentem estagnados na carreira e a dificuldade que muitos têm em reconhecer que nada de verdadeiramente motivador lhes aconteceu profissionalmente nos tempos mais recentes.

21.10.2016 | Por Cátia Mateus


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Com que frequência se deve mudar de emprego? Se mudar ao fim de pouco tempo posso ser visto por recrutadores futuros como um profissional instável? Se permanecer largos anos na mesma função podem achar que sou acomodado e pouco aberto a novos desafios e à mudança? Eis três das questões que os profissionais, independentemente da sua área de atividade, mais se colocam ao longo da carreira. E segundo Liz Ryan, fundadora e CEO da Human Workplace, ainda bem porque “esta reflexão é necessária” ainda que não existam verdades absolutas a este respeito.

Num artigo recentemente publicado na Forbes e adaptado de uma das suas últimas palestras de gestão de carreira, a gestora realça mesmo que “este tipo de reflexões profissionais tende a ser mais comum com a aproximação à viragem do ano”. Uma época dada a balanços que para a especialista os profissionais devem aproveitar colocando-se questões críticas, para as quais “a resposta honesta nem sempre é fácil de admitir”.

“O que é que o seu emprego fez por si no último ano, além de lhe garantir a sobrevivência? Enriqueceu o seu currículo, oferecendo-lhe novos desafios e projetos relevantes? Permitiu aumentar o seu reconhecimento e credibilidade perante os seus pares? Contribuiu para que se sentisse reconhecido e mais confiante?”. Se a resposta a todas estas questões é positiva, está, segundo Liz Ryan, no bom caminho da progressão profissional e no sítio certo para continuar a desenvolver a sua carreira. “Qualquer pessoa compreenderá que queira continuar a desenvolver a sua carreira no lugar onde está”, explica.

Estagnação não assumida
Infelizmente isto não sucede com todos os profissionais. “Numa elevada percentagem de casos, o emprego detido pelos profissionais não lhes deu nada além de uma remuneração mensal”. Face a ausência de reconhecimento, de oportunidades de progressão, integração em novos projetos, a questão que a especialista coloca a estes profissionais é se “nessas circunstâncias, a sua empresa ainda merece o seu talento?”. ?Segundo Liz Ryan, nem sempre os profissionais têm facilidade em assumir a estagnação da sua carreira. Mas garante: “há sinais claros e evidentes de que a empresa onde está não merece mais um ano da sua vida” (ver caixa).

Reconhecer que não está a evoluir profissionalmente é o primeiro deles. E a especialista não fala apenas de evoluir hierarquicamente, no cargo. Fala de evoluir em desafios, em conhecimento. “Se os últimos nove meses não acrescentaram nada ao seu currículo está a perder tempo porque o mercado continua a evoluir”, realça. Mais do que um salário ou uma promoção de cargo, é fundamental que os profissionais se sintam a crescer na organização, num processo de aprendizagem continua que lhes permita capitalizar novas competências, mantendo-se competitivos num mercado em acelerada mutação.

10 sinais de que precisa de mudar
1. Reveja o seu currículo no último ano. Se não acrescentou nada de novo, nem progrediu, está a perder terreno no mercado e a deixar de ser competitivo.?

2. Anteveja 2017. O que vislumbra permite-lhe antecipar alguma hipótese de progressão? Se não vê grandes mudanças que lhe permitam valorizar-se profissionalmente, é altura de ponderar a mudança.

3. Nem sempre é bom ser o maior especialista da equipa. Se não identifica entre os seus pares ou chefias ninguém que o inspire e com o qual possa aprender estará, a médio prazo, a caminho da estagnação.

4. Pense nos seus objetivos de carreira a longo prazo. Se não vê, na função que atualmente desempenha, qualquer possibilidade de se aproximar das sua mestas profissionais, é altura de ponderar outros caminhos.

5. Auto-avalie os seus conhecimentos. A pergunta que se deve colocar é “nesta função estou constantemente a evoluir e aprender?”. A reciclagem e aprofundamento de conhecimentos e competências são fundamentais para se manter competitivo no mercado.

6. Reconhecimento do mérito e empenho. Se não sente que os seus sejam reconhecidos pelos seus superiores, está apenas ligado à empresa por uma questão financeira.

7. Analise o seu potencial. Se sente que não está a tirar partido de todas as suas competências na atual função, o mais certo é estar profissionalmente estagnado.?

8. É rotina, não é motivação. Ir para o trabalho tornou-se uma rotina e você já nem pensa propriamente na evolução da sua carreira. Talvez porque ela não existe. A análise que deve fazer é se quer perpetuar este ciclo mecânico em que se transformou a sua carreira.

9. Consciência. Você sabe que podia fazer mais, melhor e ser mais realizado noutras funções ou noutra empresa.

10. Desânimo. Se não sente qualquer motivação para ir trabalhar diariamente é porque o seu lugar já não é ali.



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