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Nestas empresas há mais de 10 mil vagas

Nestas empresas há mais de 10 mil vagas

As organizações nacionais arrancaram para 2017 focadas no crescimento e na contratação. A tendência é para continuar.

09.01.2017 | Por Cátia Mateus


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Três anos depois do início das negociações para se instalar no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora, e de um investimento na ordem dos €30 milhões, a fábrica de componentes para a indústria aeronáutica Mecachrome prepara-se para iniciar a produção, ainda durante o primeiro trimestre deste ano. Com a primeira fase de construção da fábrica de 13.500 metros quadrados concluída, a subsidiária nacional da multinacional francesa está a proceder à instalação e ajuste da maquinaria necessária à produção e a contratar. A empresa que tem como clientes a Airbus e a Boeing, entre outras, deverá criar em Portugal 300 postos de trabalho diretos, até 2019. O que há de comum entre uma empresa como a Mecachrome e a Teleperformance, focanda em serviços de atendimento ao cliente? Ambas fazem parte de um leque de 28 empresas identificadas pelo Expresso, com operações em solo nacional e que estão a criar emprego. Mais precisamente, 1463 empregos. E as contratações já começaram.
Das tecnologias de informação ao turismo, sem deixar de fora o retalho, a indústria, a consultoria ou os centros de serviços partilhados, as oportunidades somam-se e deixam clara uma tendência de reforço das equipas por parte das empresas nacionais. Os propósitos destas contratações são distintos e as áreas de contratação também. Há casos, como o da Mecachrome, onde é um investimento de raiz em Portugal que dita a necessidade de constituir a equipa e procurar profissionais especializados. Outros há em que o crescimento do negócio, a expansão de unidades fabris ou as perspetivas de internacionalização, justificam a procura de talento no mercado.
É aqui que se enquadram os casos Ria Blades, em Vagos (Aveiro), e da Faurécia, em Bragança. A primeira anunciou recentemente um investimento de €16 milhões na expansão da fábrica de pás eólicas que detém na zona industrial do Soza, justificado pela produção para exportação de um novo modelo de pá eólica, com uma extensão de 68,5 metros, que será utilizada em máquinas situadas em terra (on shore) e com capacidade superior a três megawatts. Esta que será a quarta fase de expansão da fábrica da Ria Blades permitirá acrescentar 400 postos de trabalho aos 1100 que a empresa já assegura na região. Na mira da empresa estão profissionais técnicos, operadores de armazém e de produção, entre outros com distintos graus de especialização.
Já a francesa Faurécia, especializada na produção de componentes para automóveis, é uma das empresas que vai beneficiar do investimento de €217 milhões em benefícios fiscais anunciado em Dezembro pelo Governo e esta semana publicado em Diário da República. A empresa vai investir €41,5 milhões na sua fábrica em Bragança e criar 400 postos de trabalho, entre eles operadores fabris, técnicos de manutenção, supervisores de produção, engenheiros e outros. Deste apoio governamental vai também beneficiar a Eurocast, especializada na fundição injetada de alumínio também para a indústria automóvel, cujo investimento de €50 milhões na fábrica de Bragança permitirá a criação de 170 postos de trabalho.
É também a ambição de expansão, associada aos picos sazonais de vendas, que está a levar a empresa de brinquedos educativos Science4You a contratar 500 profissionais. A empresa que celebra uma década de existência anunciou recentemente a intenção de ampliar as suas instalações atuais, no MARL ou noutro local próximo. A entrada da empresas em novos países e o aumento da produção conduziram à necessidade de expansão das instalações. Ainda assim, Miguel Pina Martins, fundador e CEO da empresa, reforça que “80% das 500 contratações previstas para 2017, são sazonais e servirão para reforçar picos de vendas”. A grande maioria dos profissionais a recrutar serão operacionais para a fábrica, mas a empresa reforçará também os seus departamentos internacional, de compras e de marketing.
Sazonal não é palavra que se aplique à consultora EY que tem como meta contratar mil novos profissionais até 2020. “A EY é uma empresa de carreiras e não de empregos”, explica Margarida Dias, diretora da Talent Team (equipa de talento) da EY Portugal, para justificar a importância que a empresa atribui à identificação, retenção e progressão de talento. Tanta quanto a que atribui à constituição de uma equipa heterogénea e preparada para enfrentar os desafios de um mercado em acelerada mutação. É essa necessidade de diversificação, aliada ao crescimento do negócio, que justifica a meta das mil contratações em três anos.
Seguros (assurance), consultoria (advisory) e fiscalidade (tax) são áreas que mais reforços absorvem na empresa. E se durante muitos anos a EY recrutava maioritariamente perfis formados em Economia, Gestão e Finanças hoje, garante Margarida Dias, “essa seleção é demasiado reducionista face ao propósito da empresa. A própria evolução dos mercados não é atualmente compatível com a uniformidade de perfis nas empresas”. A consultora contrata hoje perfis das áreas da Economia, Gestão, Finanças, Matemática, Engenharia e muitas outras áreas científicas antes consideradas pouco comuns entre empresas deste sector de atividade.

Tecnologias e serviços partilhados no top das contratações
Entre o leque de empresas identificado pelo Expresso uma parcela significativa são organizações que operam no sector das Tecnologias de Informação (TI). Apontado como uma área de pleno emprego a nível nacional, o sector vive a braços com um grave problema de escassez de profissionais disponíveis no mercado, com as competências tidas como essenciais para as empresas. Uma escassez que pode agravar-se com a entrada de novas empresas internacionais do sector em Portugal. Mas ainda que não se perspetive fácil a missão de contratar nesta área, empresas como a Edge Innovation, E.Near, InnoWave, Outsystems ou Novabase estão de olhos postos nos melhores talentos nacionais disponíveis no mercado, ou nos que não estão disponíveis mas não recusam uma boa proposta para mudar.
A E.Near, a Outsystems e a Novabase têm juntas 700 vagas de emprego para preencher. Na E.Near, o diretor-executo Nuno Melo vai contratar 100 profissionais (maioritariamente engenheiros de software, especialistas em análise de dados e engenheiros de controlo de qualidade) para dar resposta ao crescimento de projetos e à expansão da empresa para o mercado norte americano. A Outsystems também procura 100 engenheiros informáticos e outros profissionais da área das TI para sua operação nacional. Na Novabase, Célia Vieira diretora da Novabase Neotalent, antiga área de IT Contracting (contratação de TI) da empresa, tem como meta pelo menos 500 contratações durante este ano. “Assumem um claro destaque as contratações efetuadas para projetos nos sectores das telecomunicações, governo, transportes, energia e serviços financeiros”, avança.
Fruto da crescente atratividade de Portugal enquanto destino de eleição para a implantação de centros de serviços partilhados (shared service centers), inicialmente no Porto mas agora também de forma crescente em Lisboa, a contratação para esta área também está em alta. Álvaro Fernandéz, diretor-geral da Michael Page Portugal, destaca a dinâmica que o sector tem vindo a assumir em Portugal, com profissionais cada vez mais qualificados e especializados que “têm desempenhado um importante papel na evolução do mercado nacional e contribuindo para a consolidação de Portugal como destino de preferência para centros de serviços partilhados, com especial interesse nas áreas dos serviços financeiros, serviços tecnológicos e de apoio ao cliente, e a sua transformação em pólo tecnológico”.
A meio do plano de três anos previsto, a Randstad já montou 12 call centers para a Altice, empregando um total de 1400 pessoas em Portugal e empresas como a Teleperformance têm este ano como meta a contratação de 1600 profissionais, algumas já a acontecer. A empresa que em 2010 empregava 2400 profissionais, fechou 2016 com uma equipa de 7500 e fonte da empresa garante que “a empresa continua com um ritmo de crescimento acelerado, fruto de novos clientes e do desenvolvimento do negócio já existente”.

Quem contrata

. Ria Blades (Vagos) - 400 vagas

. EY (Lisboa) -1000 vagas até 2020

. NAU Hotels & Resorts (Algarve) - 500 vagas

. Science4You (Lisboa) - 500 vagas

. SEUR (Lisboa) - 50 vagas

. Uniplaces (Lisboa) - 50 vagas

. Siemens (Alfragide) - 109 vagas

. Sector Interativo (Porto) - 170 vagas

. Edge Innovation (Lisboa) - 60 vagas

. Novabase (Lisboa) - 500 vagas

. Showroomprive (Portugal) - 150 vagas

. Mercadona (Portugal) - 200 vagas até 2019

. Natixis (Porto) - 600 vagas em três anos

. E.Near (Lisboa) - 100 vaga

. Teleperformance (Lisboa) - 1600 vagas

. AKI (Portugal) - 100 vagas

. Faurécia (Bragança) - 400 vagas até 2018

. Eurocast (Estarreja) - 170 vagas

. Sitel (Lisboa) - 800 vagas

. IT Sector (Aveiro) - 42 vagas

. Outsystems (Lisboa) - 100 vagas

. IKEA (Portugal) - 290 vagas

. 360imprimir (Lisboa) - 100 vagas

. Feedzai (Lisboa) - 150 vagas

. InnoWave (Lisboa) - 22 vagas

. Webhelp Portugal (Lisboa) - 1000 vagas

. Jerónimo Martins (Portugal) - 1000 vagas

. MECACHROME Aeronáutica (Évora) - 300 vagas até 2019



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