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É desejo de independência que os inspira

É desejo de independência que os inspira

Um estudo global da Sage analisou as motivações e o perfil dos empreendedores da Geração Millennial. O inquérito realizado em 16 geografias identifica cinco perfis e uma motivação comum: o desejo de independência.

20.08.2016 | Por Cátia Mateus


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Obter independência é a principal motivação dos empreendedores millennials portugueses. Cerca de 40% os inquiridos em Portugal, no âmbito do estudo global que a Sage realizou para traçar o perfil dos empreendedores nascidos entre 1980 e o ano 2000 – a Geração Millennial ou Geração Y -, revelaram que o que os leva a criar o seu próprio negócio é a vontade de serem independentes. A justificar esta orientação pode estar o facto de uma percentagem elevada dos jovens portugueses (75%) confirmar que no seu dia-a-dia, a vida pessoal vem antes do trabalho.

“Os jovens empresários são motivados pelo desejo de independência, pela crença no bem social e pelo compromisso em manter os seus colaboradores felizes”, releva Maria Antónia Costa, country manager da Sage, citando as principais conclusões do estudo Walk With Me, que analisou as principais características, atitudes e comportamentos dos empreendedores da Geração Millennial no mundo. Conduzido junto de 7400 empreendedores, entre os 18 e os 34 anos, em Portugal, Brasil, Austrália, Bélgica, Singapura, Suíça, EUA, Reino Unido, França, Espanha, Alemanha, África do Sul, Canadá, Irlanda, Nigéria e Polónia, o estudo estudo analisou as perspetivas e pontos de vista dos jovens líderes em torno de questões como a tecnologia, o negócio e o impacto social dos seus projetos.

Em Portugal foram inquiridos 593 empreendedores e as conclusões demonstram algumas tendências curiosas, como por exemplo o facto de 59% dos millennials acreditarem que irão iniciar mais do que um negócio no decorrer da sua vida, sendo o principal motivo o facto de “terem muitas ideias para pôr em prática (50%)”. Entre as principais razões que levam os portugueses a criar o seu próprio negócio estão, além do desejo de independência, a vontade de tornar real uma ideia de negócio (25%), a de deixar um legado de que as pessoas se lembrem (70%) e “fazer o bem” (69%).

Os modelos de gestão e a motivação são distintos entre os portugueses e os millennials de outras nacionalidades. Para os empreendedores suíços, por exemplo, “a felicidade dos colaboradores é o que os faz levantar da cama todas as manhãs” (24%). Uma percentagem que é inferior entre os australianos (20%) e os franceses (19%). Para os portugueses, a principal motivação é mesmo o sucesso do seu negócio (35%), o gosto pelo seu trabalho (20%) e só depois a satisfação dos colaboradores (19%). Mas tranquilizem-se os trabalhadores destes gestores, a vontade de ganhar muito dinheiro e reformar-se cedo só é uma prioridade para 10% dos empreendedores portugueses desta geração.

Primeiro a vida pessoal
75% dos empreendedores portugueses valorizam mais a vida pessoal do que a carreira, simplificando muito a conciliação trabalho-família. Espanha (79%), Singapura (73%) e Brasil (71%) são também países onde o índice de valorização da vida familiar é elevado e onde “reduzir o tempo de horas de trabalho e sair cedo é um fator indispensável”, explica Maria Antónia Costa. Para a líder nacional da Sage, “os jovens empresários da Geração Millennial estão a agitar o mercado económico e empresarial. Estão a rejeitar os padrões de trabalho estabelecidos e têm tornado a tecnologia útil e indispensável ao seu negócio”.

Maria Antónia Costa realça que “estes jovens olham para os negócios através de uma nova perspetiva e estão dispostos a trabalhar arduamente para o sucesso. Mas ao mesmo tempo, procuram flexibilidade para decidir como, e com quem fazem negócio”. Uma opinião corroborada por Stephen Kelly, CEO da Sage, para quem “os empresários millennials desempenham um papel importantíssimo na economia startup e estão a moldar os locais de trabalho atuais a um grande ritmo, mas não podem ser agrupados juntos, como um estereótipo homogéneo”.

Segundo o líder da Sage, a pesquisa conduzida demonstra que estes empreendedores enfrentam receios, preocupações, formas de trabalhar e ambições distintas. “Estes jovens serão a nossa próxima geração de criadores de negócios, os heróis da economia, e perceber o que os move agora coloca-nos numa boa posição para preparar o futuro”, conclui.

Quem são os nossos empreendedores?
Apesar as variações existentes nos comportamentos da geração Millennial nos vários países alvo do estudo, na sua análise a Sage identifica cinco perfis distintos de empreendedores: os Planificadores, os Tecnológicos, os Exploradores, os Realistas e os Aventureiros. Cada um com características distintas.

Os Planificadores: São extremamente metódicos na sua abordagem profissional e planeiam o sucesso de forma detalhada e cautelosa. Fazem sempre muitas perguntas e, numa perspetiva ambiciosa, nunca acreditam que as coisas são o que parecem ser.

Os Tecnológicos: Acreditam no poder e eficiência da tecnologia inovadora para se manterem sempre um passo à frente da concorrência e no seu poder e capacidades para rastrear com precisão os seus clientes atuais e futuros. Adoram o que fazem e “não suportam a ideia de estarem sentados de braços cruzados”.

Os Exploradores: O seu espírito ousado fá-los gostar do desconhecido e de descobrir novos territórios inexplorados. Confiam nos seus instintos e capacidades e dão muita importância à imagem que deve ser moderna e arrojada.

Os Realistas: São criativos mas não colocam de lado o papel da tecnologia no sucesso do seu projeto. O seu modelo de gestão alterna entre o instinto e a abordagem metódica.

Os Aventureiros: Estão sempre de olhos postos no próximo desafio e aborrecem-se com alguma facilidade. São totalmente desligados das aparências, trabalham melhor em equipa e acreditam que o impacto social é sobrevalorizado.



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