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A maioridade do empreendedorismo luso

A maioridade do empreendedorismo luso

A Associação Nacional de Jovens Empresários celebra na próxima semana os 18 anos da Academia dos Empreendedores, o seu programa-bandeira na estratégia de qualificação dos empreendedores portugueses. Numa altura em que celebra a maioridade do projeto, a associação passa em revista as principais conquistas do empreendedorismo nacional nos últimos anos e desvenda os atuais desafios dos empreendedores portugueses.

12.06.2015 | Por Cátia Mateus


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Foi um dos primeiros projetos nacionais de incentivo à iniciativa empresarial e formação do tecido empreendedor nacional. A Academia dos Empreendedores, a estrutura de formação da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), soma na próxima semana 18 anos e a data será assinalada com várias iniciativas que não mais são do que uma continuidade daquilo que é a missão da academia: qualificar os portugueses para um percurso empresarial.?

De 16 a 18 de junho, a cidade do Porto, berço da Academia dos Empreendedores, será palco de um conjunto de iniciativas no âmbito do ciclo “A Maioridade do Empreendedorismo”, abertas à comunidade, e que revisitarão as grandes ações e as principais conquistas do projeto multidisciplinar de apoio à iniciativa empresarial jovem, conduzidas em Portugal pela associação. O programa que inclui não só as habituais ações de reflexão e debate, mas também sessões de coaching, pitch e networking empresarial, bem como uma mostra de startups inovadoras e centros de I&D+i, apresentações de estudos e projetos de promoção de iniciativa empresarial, espelha segundo Rafael Alves Rocha, diretor de Comunicação e Imagem da ANJE, um percurso de visíveis mudanças no panorama do empreendedorismo nacional. ?“Há 18 anos não existia um ecossistema empreendedor, conceito que felizmente podemos hoje aplicar à realidade nacional, reconhecendo o inequívoco contributo da ANJE e do projeto Academia dos Empreendedores”, explica Rafael Rocha que acompanhou, no seu percurso profissional ligado à associação, as principais mudanças no contexto nacional do empreendedorismo. Maior tolerância ao risco e ao erro, consolidação de uma cultura de inovação e assunção do auto-emprego como uma solução viável de construção de carreira, foram algumas das conquistas alcançadas nos últimos anos, numa intervenção assumida pela academia mas também por um vasto conjunto de entidades, entre aceleradoras de negócios, incubadoras, universidades, consultores ou incubadoras de empresas.?

Para Rafael Alves Rocha, “se há 18 anos, as dificuldades dos empreendedores portugueses se centravam, maioritariamente, na falta de cultura empreendedora e de suporte à iniciativa empresarial, hoje, com o ecossistema de que dispomos, as dificuldades já não são tão focadas na aversão ao risco ou no medo de falhar”. Mas persistem dificuldades. Nos dias que correm, e dada a emergência do empreendedorismo qualificado, reconhece o diretor, “os empreendedores debatem-se, essencialmente, com duas dificuldades essenciais: por um lado, as competências técnicas necessárias à conversão de conhecimento em valor económico e, por outro, as dificuldades de financiamento, sobretudo quando a ausência de competências de gestão e empreendedorismo, dificulta a demonstração da viabilidade económica dos projetos junto dos investidores”. ?A crescente desburocratização do processo empreendedor, aliada à evolução do sistema de ensino, permitiu, segundo Rafael Rocha, a democratização do acesso à iniciativa empresarial ao longo dos últimos 18 anos. Uma conquista relevante, mas que não isenta o país das várias responsabilidades e batalhas que ainda tem de travar neste campo.

“São várias as áreas que continuam a exigir intervenção ao nível do empreendedorismo, mas a cooperação entre universidades e empresas parece-me prioritária”, realça o diretor de comunicação da ANJE argumentando que “o potencial científico e tecnológico de Portugal está ainda longe de ser devidamente maximizado pelo tecido empresarial. O impacto da inovação na economia portuguesa situa-se abaixo da média dos países do sul da Europa e está muito distante dos demais países europeus”.?Para Rafael Alves Rocha, é inquestionável que as características pessoais, por si só, ainda que sejam importantes não garantem o sucesso na atividade empresarial. “O atual nível de sofisticação, globalização e competitividade da atividade empresarial, exige muito mais do que o estereótipo do empreendedor”, defende. Para ser bem sucedido na sua missão, o empreendedor de hoje deve possuir conhecimento especializado, inteligência, talento e capacidade de trabalho acima da média. Cada vez mais, garante Rafael Alves Rocha, o processo de criação de empresas deve ter por base o conhecimento avançado e especializado do empreendedor, “a partir do qual se implementam modelos de negócio inovadores, se desenvolvem produtos diferenciados e se aplicam tecnologias sofisticadas”. Uma mudança de paradigma que se consolidou ao longo dos últimos 18 anos.

O ciclo “A Maioridade do Empreendedorismo” contará nas suas várias iniciativas com a participação de nomes como João Rafael Koehler, presidente da ANJE, Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Rocha Vieira, presidente e CEO da Beta-i, Miguel Ferreira, chairman do grupo Fonte Viva, Gonçalo Amorim, diretor do programa MIT Portugal, Oscar Kneppers, fundador e CEO do Rockstart, José Mendes, vice-reitor da Universidade do Minho e Chris Burry, o co-CEO do US Market Access e empreendedor que já levantou mais de 300 milhões de dólares de venture capital em Silicon Valley.



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