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"Vivemos num país pequenino"



01.01.2000



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Exmos. Senhores:

Haverá estória mais interessante neste Portugal de pequeninos, que a de um desempregado desde 1995 que até à data procura desesperadamente emprego e não consegue porque nesta data tem 55 anos de idade e na altura do desemprego 49?

Nem os 35 anos de trabalho consecutivo, o know-how angariado ao longo desses anos mercê de cursos técnicos de aperfeiçoamento e actualização profissionais, aliados à intensa vontade de estar sempre actualizado em regime de auto-didacta, nem o facto de ter profundos conhecimentos em toda a área administrativa e financeira, na área de informática - área técnica de hardware e software, redes, componentes, comunicações, Internet, Web e afins - conseguem fazer com que consiga emprego.

E porque ainda me faltam cerca de 10 anos para a reforma, como se pode (sobre)viver entretanto? Esta é uma estória que não deve ser única porque infelizmente vivemos num país pequenino em tamanho geográfico, de ideias, de preconceitos, de vaidades, de lirismo.

Se contribuí para o que pretendiam, fico satisfeito e embora a estória seja pequenina mas verdadeira, servirá para ilustrar o actual panorama de demagogia em que vivemos nestas eleições legislativas 2002 onde ainda não ouvi falar ninguém - políticos, entenda-se - da situação dos desempregados deste país: os de curta e os de longa duração. Serão, por acaso, seres marginais? Não merecerão a digna atenção dos senhores políticos?

Com os melhores cumprimentos

S.G.







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