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01.01.2000



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Maria Patriarca,
directora geral da TMI Portugal


" Empresas investem mais na formação"

 

As empresas encaram cada vez mais a formação como um instrumento estratégico e um investimento. «Há uns anos, a formação era vista no nossos país, e em outros, como uma motivação, um prémio às pessoas. Hoje, é cada vez mais estratégica para o desempenho do negócio, só que as empresas precisam de ver resultados no lucro, de sentir a mudança», declara Maria Patriarca, directora geral da TMI, uma empresa de consultoria e de formação na área comportamental.
De acordo com aquela responsável, as empresas nacionais apostam cada vez mais na inteligência emocional para áreas como a liderança, na avaliação do desempenho e motivação de colaboradores e nas relações com os clientes, numa situação de reclamação, por exemplo. «A inteligência emocional por si só não é nada, tem de ser aplicada a situações concretas do processo de trabalho da empresa», reforça Maria Patriarca.


Neste plano, uma das grandes apostas da empresa no mercado português é o «coaching one-to-one», um modelo de formação à medida do empregado, muito orientada para os executivos e quadros de topo. «O ‘coaching’ consiste em ajudar o profissional que não está a conseguir atingir um objectivo por si só ou a nível da empresa. Mas os altos quadros portugueses não estão habituados a pedir ajuda - preferem resolver tudo sozinhos e, por isso, há uma certa timidez em relação a esta nova formação, muito em voga nos mercados mais avançados», explica aquela especialista.


"Uma Mulher de desafios"

Apaixonada pela construção civil, frequentou Direito e converteu-se aos Recursos Humanos



Conheça a empresa do guru Claus Moller, o " VIKING" da qualidade.



www.tmi.com

www.tmi
portugal.com


Leia as entrevistas a Claus Moller, na janelanaweb.com

«O 'burro' que ensina executivos entre um gelado e um charuto»

«Europeus detestam os chefes»


Quanto à fórmula sobre como motivar as pessoas, Maria Patriarca realça que «a motivação vem do interior de cada um, não há receitas». «A empresa deve definir muito bem as tarefas a serem realizadas, para não desmotivar as pessoas e criar as condições para despertar o interesse», argumenta a directora. «As organizações bem sucedidas são aquelas que têm em conta os seus colaboradores, enquanto profissionais e, sobretudo, enquanto pessoas com emoções e opiniões. A nossa intervenção na qualidade centra-se no lado humano, que se revela pelo envolvimento e entendimento das pessoas sobre o seu papel neste processo», argumenta a directora geral.


A actividade da TMI é desenvolvida com base em três perspectivas, a saber, consultoria através de modelos de gestão da mudança e processos de intervenção que ajudam as organizações a alcançar o sucesso, formação - sempre com base nas necessidades do cliente - e pesquisa, com a meta de antecipar as mudanças, compreendê-las e agir sobre elas de forma eficaz.


Presente em 37 países, estando em Portugal há 10 anos, a empresa fundada na Dinamarca nos anos setenta não tinha pretensões de se internacionalizar. «Foram os clientes de grande dimensão e abrangência que levaram a empresa a outros voos», sublinha Maria Patriarca, que gere conjuntamente com Ricardo Vargas. O primeiro grande cliente da TMI que obrigou à sua internacionalização foi a Scandinavian Airlines, onde desenvolveram vários projectos de reorganização e de qualidade de serviço. «Mas a consagração da projecção internacional da TMI foi alcançada com o projecto de formação da British Airways, o qual englobou mais de 36500 pessoas», considera aquela responsável.
Produtividade, relações humanas e qualidade são as palavras de ordem do negócio da TMI, que são desenvolvidas no seu próprio centro de desenvolvimento e de investigação. «O fundador da TMI, o prestigiado guru Claus Moller, desenvolveu o conceito o lado humano da qualidade, sendo este um conceito bastante inovador nos anos 80», sublinha.
Em relação ao futuro, a TMI pretende não só consolidar o seu crescimento em Portugal, mas também o processo de internacionalização no Brasil e a breve trecho em África, mas ainda sem desvelar o mercado que vai penetrar. Outros dos segmentos que serão explorados são a formação à distância e através da Internet.

 


Uma mulher de desafios

Maria Patriarca é Directora-Geral da TMI há cinco anos. Licenciada em Direito, o seu grande objectivo na adolescência era ser juíza, um desafio numa época em que não existiam mulheres com essa profissão. Direito passou, no entanto, para segundo plano quando surgiu um convite para a área de recursos humanos de uma multinacional. Abandonou os estudos das leis e passou a apostar nas questões relacionadas com a nova área que lhe fora proposta descobrir. Segundo Maria Patriarca, estes foram os momentos decisivos do seu percurso profissional. «Caso contrário ainda hoje estaria, provavelmente, a exercer Direito», refere. O próximo passo na carreira foi a entrada na TMI, como consultora em 1994 e detendo já na bagagem uma larga experiência na empresa, Maria Patriarca passa a dirigir mais tarde, a par com Ricardo Vargas, a TMI Portugal.


Na altura, a TMI era uma consultora europeia desconhecida na altura em Portugal. Mas esses tempos já lá vão. Assume-se como «uma mulher de desafios», empenhada e decidida. Agora a jovem advogada convertida aos recursos humanos é a líder de uma grande empresa de formação que está a dar o salto para o país irmão, Brasil. Na infância queria trabalhar na construção civil. A sua linha de carreira não estaria tão distante, pois «gosta de ver construir e crescer». Uma atitude patente na sua acção profissional, pois quer transformar a TMI Portugal numa multinacional. É o sonho que ainda falta alcançar.

 



TMI – Os «vikings» da qualidade

A TMI (Time Manager Internacional) é uma empresa de consultoria e de formação comportamental das organizações. Fundada em 1975 na Dinamarca, terra donde surgiram e partiram à conquista os lendários «vikings», a empresa está representada em 37 países. A sua actividade desenvolve-se na consultoria (a TMI desenvolve modelos de gestão de mudança e processos de intervenção de forma a que as empresas obtenham melhores resultados), na formação (desenvolve programas de acordo com as necessidades do cliente, mas sempre com componente prática muito forte) e na pesquisa (antecipar as mudanças, compreendê-las e agir rapidamente sobre elas). A sua missão é facilitar as pessoas a gerirem melhor o seu tempo, as suas relações e a sua qualidade, formando-as no sentido de melhorarem os seus resultados e o das empresas.


Pioneira no desenvolvimento do capital humano, a TMI defende que as empresas bem sucedidas são aquelas que têm em conta os seus colaboradores, enquanto pessoas, dotados de emoções, opiniões e expectativas. Aliar a qualidade ao lado humano é a combinação perfeita a ser descoberta na especificidade de cada organização. Isto porque as pessoas são a prioridade estratégica da empresa. Os conceitos de gestão da TMI baseiam-se na relação entre o tempo e a produtividade, as relações humanas e a qualidade. Com centros de investigação próprios e mais de 500 consultores, a TMI prima por se adaptar às necessidades dos seus clientes. Desenvolve actividade em Portugal há dez anos, sendo o Brasil a sua última conquista. África é o próximo destino.

Liete Lajas

 






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